Plug anal: médico comenta principais cuidados ao utilizar acessório sexual

Por Redação, com Metrópoles 08/11/2026 15h03
Por Redação, com Metrópoles 08/11/2026 15h03
Plug anal: médico comenta principais cuidados ao utilizar acessório sexual
Plug anal - Foto: Getty Images

O plug está entre os acessórios favoritos de quem costuma praticar sexo anal. Embora popular, pouca gente lembra que o item ainda exige cuidados de segurança — como tamanho, tipo de superfície e qualidade do material.

Ao Metrópoles, o médico coloproctologista Danilo Munhóz explica que, em primeiro lugar, é necessário escolher um produto feito para uso específico na região anal. 

“Isso é importante porque o plug deve ter uma base externa larga, maior do que a parte que é introduzida, justamente para impedir que ele entre completamente no reto e fique preso”, comenta.

Segundo o especialista, também é preciso priorizar produtos com superfície lisa e sem rachaduras, pontas ou irregularidades. “Para quem está começando, o ideal é optar por tamanhos menores e avançar gradualmente, sempre respeitando o conforto”, completa.

Outro cuidado é não abrir mão dos lubrificantes. Danilo explica que o ânus é uma região sensível e, por conta disso, mantê-la lubrificada evita que o atrito cause feridas. De forma geral, produtos à base de água são uma opção segura para a maioria dos brinquedos, como o plug, e preservativos.

Acerca da higiene, o médico lembra que a lavagem deve ser feita antes e depois do uso. Em caso de compartilhamento com terceiros, o preservativo deve ser trocado antes do contato com a região anal de diferentes pessoas.

O desrespeito às regras básicas de segurança no uso do plug anal pode levar a uma série de consequências. 

“O uso inadequado pode provocar desde pequenas irritações até cortes. Pequenos machucados também podem facilitar a entrada e a transmissão de microrganismos durante a atividade sexual. Outro risco importante é o plug entrar completamente e ficar retido no reto. Nessa situação, tentativas repetidas e agressivas de retirar o objeto em casa podem piorar o quadro e causar novas lesões. Há ainda risco de infecção quando brinquedos não são adequadamente higienizados ou são compartilhados sem proteção”, alerta.

Diante disso, Danilo chama atenção para sinais que merecem atenção: “Durante o uso, dor importante, sangramento ou sensação de que é necessário fazer força para introduzir ou retirar o acessório são sinais claros para interromper a prática. O prazer nunca deve depender de ultrapassar um limite de dor”, encerra.