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Quando os meninos vão crescer?
A sexta eliminação consecutiva do Brasil em Copas do Mundo escancara um problema que vai além do futebol: a perda do compromisso, da liderança e do significado de vestir a camisa da Seleção.
O hexa veio. Infelizmente, o oposto do que queríamos. Somos, agora, seis Copas do Mundo seguidas sem conquistar o tão sonhado título. É uma sequência indigesta, triste, mas, acima de tudo, reveladora. A seleção que um dia colocava medo nos adversários apenas por entrar em campo parece cada vez mais distante daquela que encantava o mundo.Mas o que esperar? É possível depositar esperança em um elenco marcado muito mais por polêmicas fora de campo do que pelo futebol dentro dele? A...
Arapiraca é delas
A revitalização do Memorial da Mulher reacende uma urgência histórica: reconhecer o papel das arapiraquenses na construção da cidade e enfrentar, com voz ativa, os desafios ainda impostos às mulheres no presente.
A entrega da revitalização do Memorial da Mulher em Arapiraca, neste mês de abril de 2026, traz consigo uma necessidade urgente: que Arapiraca olhe para suas filhas e as celebre com a significância que têm. Porque não se trata apenas de memória — trata-se de resistência diante de um presente que insiste, diariamente, em apagar mulheres.De Ceci Cunha, na política; Dona Flor, na música; Dona Deusdeth, na educação; de Célia, na saúde… Arapiraca tem sido feita e refeita por mãos...
Um real de pão.
Entre a inflação do pão e a desvalorização da infância, a conta que mais pesa não é a do cartão, é a que o tempo cobra sem parcelamento.
Ontem parei na padaria e comprei seis pães. Deu uns três ou quatro reais. Paguei no crédito e foi tudo tão automático que sequer analisei o peso daquilo. Não que seja um valor exorbitante, não que tenha feito um grande buraco no meu orçamento, mas aquele valor em uma pequena sacolinha de pão me fez, agora, refletir sobre o tempo e o quanto ele é cruel. Foram quatro pães franceses e dois doces, daqueles amarelinhos com côco por cima, uma delícia.Quando criança, minha mãe me...
Em um sábado qualquer, ele lembra que ainda está lá
Porque o luto não passa, ele se espalha. E, vez ou outra, corta.
São 18h15 de um sábado qualquer, e o mundo lá fora está em êxtase pelos dias de folia pré-Carnaval. Saio para comprar um remédio na farmácia do bairro, olho para o céu e o peito aperta; o coração se conecta com os mais profundos pensamentos. Uma lágrima teimosa quer sair, mas algo a prende. Dizem que o luto se parece com um monte de coisas: com areia da praia depois de um dia no mar ou como glitter depois de uma festa, quando, mesmo após dias...
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