Clínica clandestina de abortos em Arapiraca deixou grávida morta e mulher sem visão; idosa e empresário são indiciados
A Polícia Civil de Alagoas, por meio do 53º Distrito, concluiu o inquérito que investigou o funcionamento de uma clínica clandestina de abortos em Arapiraca e indiciou duas pessoas: uma idosa responsável pelos procedimentos e um empresário apontado como patrocinador de um dos casos.
As investigações revelaram que os abortos ocorriam há pelo menos dez anos na residência da investigada, com cobranças entre R$ 1.500 e R$ 2.000.
Cinco vítimas foram identificadas. Uma gestante morreu e uma outra mulher perdeu a visão em decorrência de uma infecção generalizada.
A mulher responderá por aborto provocado por terceiro com consentimento, homicídio culposo e lesão corporal gravíssima, enquanto o empresário foi indiciado por coautoria por ter pressionado uma vítima, fornecido remédios e pago pelo procedimento.
O local havia sido alvo de busca e apreensão em março, quando foram recolhidos materiais cirúrgicos e anestésicos. O processo agora segue à disposição da Justiça para manifestação do Ministério Público.
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