Agricultora de Arapiraca fortalece produção ao reutilizar mantas geotêxtis de empresa de saneamento em chácara
Quem chega à Chácara Santa Luzia, no Sítio Bom Jardim, zona rural de Arapiraca, logo percebe que ali a criatividade caminha lado a lado com o trabalho no campo. Entre canteiros de alface, couve, rúcula, cebola e outras verduras orgânicas, a agricultora Teodorine de Souza Santos, conhecida como Dona Dorinha, encontrou uma maneira de produzir mais, desperdiçar menos e cuidar melhor da terra.
Ao lado do esposo, o agricultor João Raimundo dos Santos, ela cultiva diariamente a propriedade da família. Foi por meio do Projeto Agreste Rural, desenvolvido pela Agreste Saneamento, que o casal descobriu novas possibilidades para um material que antes teria outro destino: as mantas geotêxtis utilizadas no processo de tratamento de água.
O material é um tecido sintético permeável feito de poliéster ou polipropileno.
O que inicialmente seria utilizado apenas como cobertura dos canteiros ganhou novas funções graças ao olhar atento de Dona Dorinha. As mantas passaram a revestir as paredes do galinheiro, servir como quebra-vento, reforçar divisões de cercas e proteger o solo das áreas de cultivo. Cada nova aplicação surgiu da rotina da propriedade e da necessidade de encontrar soluções simples, eficientes e sustentáveis.
Nos canteiros, os resultados apareceram rapidamente. A cobertura ajuda a manter a umidade da terra, reduz o crescimento de mato e ervas daninhas, protege o solo da ação direta do sol e diminui a frequência da irrigação, contribuindo para a economia de água e para o desenvolvimento das hortaliças.
"Quando a gente começou a usar a manta, percebeu logo a diferença. O mato diminuiu muito, a terra fica mais protegida e as plantas se desenvolvem melhor. Também passamos a gastar menos água para irrigar. Depois fomos pensando em outras utilidades e hoje ela está no galinheiro, nas cercas e protegendo várias partes da propriedade. Tudo é aproveitado", conta Dona Dorinha.
Histórias como a da agricultora mostram o impacto dessa iniciativa nas comunidades atendidas. A iniciativa integra as ações de economia circular da Agreste Saneamento. “A história de Dona Dorinha representa exatamente o propósito do Projeto Agreste Rural.
Entregamos um material que ganha novos usos pelas mãos de quem conhece profundamente a terra e sabe identificar oportunidades. Ver essa criatividade resultar em economia de água, aumento da produtividade e fortalecimento da agricultura familiar reforça nosso compromisso com soluções sustentáveis que geram impacto positivo para as pessoas e para o meio ambiente", conclui Ângela Lins.
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