Estudante alagoano tira nota 1.000 na redação do Enem
Alagoas tem, pelo menos, um estudante com nota mil na redação do Enem 2017. Após o alvoroço inicial com a divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pelo Ministério da Educação (MEC), nesta quinta-feira (18), o estudante Alan de Castro Nabor, de 19 anos, morador da Praia do Francês, em Marechal Deodoro, se descobriu um dos 53 estudantes em todo o território nacional que tirou nota máxima na redação, matéria mais temida pela maioria dos candidatos.
Em entrevista, Alan, que é filho de uma dona de casa e de um funcionário de indústria química de Maceió, contou que concluiu o ensino médio no ano de 2016, quando estava prestes a iniciar o 4º ano no Instituto Federal de Alagoas (Ifal). A finalização da etapa escolar veio após o resultado do Enem daquele ano, quando ele utilizou sua pontuação para reivindicar a conclusão do ensino médio. No ano seguinte, ele ingressou em um curso de isoladas em Maceió, onde permaneceu estudando, sempre com foco em sua inserção no curso de Medicina na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ou Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
"No início do ano passado, decidi fazer o Enem novamente para tentar o curso de Medicina, muito por influência do meu pai. Antes eu pensava em fazer Direito, mas acabei mudando de ideia. A partir daí, entrei em um curso pré-vestibular em um colégio particular, mas acabei saindo para começar a frequentar as aulas do curso de isoladas. Meu objetivo é ingressar em um curso que garanta a mim e a minha família boa qualidade de vida", contou, ainda eufórico com a notícia.
Sobre a rotina, Alan contou que estuda um turno no cursinho e, nas horas livres em casa, aproveita para fixar os conteúdos estudados em sala de aula, fazendo exercícios e juntando teoria à prática, além de pesquisar sobre as "visões universalistas, com análise de trabalhos de pensadores e estudiosos famosos e de dados". Ele também conta que costuma participar de monitorias e atividades extras promovidas pelo curso.
Durante a conversa com a reportagem, o estudante contou da surpresa com o tema, que tratou dos Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Segundo ele, "a temática pedida foi um choque, porque todos esperavam que caíssem assuntos que vinham sendo discutidos durante o ano com veemência", mas afirmou que, mesmo assim, utilizou-se dos textos-base disponíveis na prova e relembrou técnicas aprendidas para a elaboração da dissertação e sustentação dos argumentos, conseguindo desenvolver a prova com louvor, alcançando a nota máxima almejada por muitos estudantes.
Alan levou cerca de duas horas para finalizar a redação, tempo que - hoje - considerou "demais". "Se há uma coisa que acho que poderia ter feito diferente, é o tempo que demorei escrevendo o texto. Isso acabou me atrapalhando um pouco na hora de responder aos questionários das outras categorias pedidas no Exame, mas valeu a experiência", contou.
Além da nota da redação, Alan conta que conseguiu pontuação satisfatória em Matemática e suas Tecnologias, parte do Enem que avalia o conhecimento dos estudantes com as disciplinas de exatas. Apesar da nota 1.000 na redação, o jovem acredita que não conseguirá entrar no curso de Medicina, já que, somando as notas de todas as matérias, alcançou apenas 675 pontos.
A nota máxima no Exame Nacional do Ensino Médio, no entanto, é o estímulo que faltava para que ele continue estudando para fazer o Enem mais uma vez este ano e, finalmente, conseguir ingressar na universidade para seguir a carreira de médico, que tanto deseja.
"O objetivo é garantir pontuações elevadas também nas outras categorias do Enem para poder conseguir média suficiente para ingressas na universidade e realizar o sonho que tenho de cursar Medicina. A gente sabe que é complicado, mas eu não vou desistir", concluiu.
Em entrevista, Alan, que é filho de uma dona de casa e de um funcionário de indústria química de Maceió, contou que concluiu o ensino médio no ano de 2016, quando estava prestes a iniciar o 4º ano no Instituto Federal de Alagoas (Ifal). A finalização da etapa escolar veio após o resultado do Enem daquele ano, quando ele utilizou sua pontuação para reivindicar a conclusão do ensino médio. No ano seguinte, ele ingressou em um curso de isoladas em Maceió, onde permaneceu estudando, sempre com foco em sua inserção no curso de Medicina na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ou Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
"No início do ano passado, decidi fazer o Enem novamente para tentar o curso de Medicina, muito por influência do meu pai. Antes eu pensava em fazer Direito, mas acabei mudando de ideia. A partir daí, entrei em um curso pré-vestibular em um colégio particular, mas acabei saindo para começar a frequentar as aulas do curso de isoladas. Meu objetivo é ingressar em um curso que garanta a mim e a minha família boa qualidade de vida", contou, ainda eufórico com a notícia.
Sobre a rotina, Alan contou que estuda um turno no cursinho e, nas horas livres em casa, aproveita para fixar os conteúdos estudados em sala de aula, fazendo exercícios e juntando teoria à prática, além de pesquisar sobre as "visões universalistas, com análise de trabalhos de pensadores e estudiosos famosos e de dados". Ele também conta que costuma participar de monitorias e atividades extras promovidas pelo curso.
Durante a conversa com a reportagem, o estudante contou da surpresa com o tema, que tratou dos Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Segundo ele, "a temática pedida foi um choque, porque todos esperavam que caíssem assuntos que vinham sendo discutidos durante o ano com veemência", mas afirmou que, mesmo assim, utilizou-se dos textos-base disponíveis na prova e relembrou técnicas aprendidas para a elaboração da dissertação e sustentação dos argumentos, conseguindo desenvolver a prova com louvor, alcançando a nota máxima almejada por muitos estudantes.
Alan levou cerca de duas horas para finalizar a redação, tempo que - hoje - considerou "demais". "Se há uma coisa que acho que poderia ter feito diferente, é o tempo que demorei escrevendo o texto. Isso acabou me atrapalhando um pouco na hora de responder aos questionários das outras categorias pedidas no Exame, mas valeu a experiência", contou.
Além da nota da redação, Alan conta que conseguiu pontuação satisfatória em Matemática e suas Tecnologias, parte do Enem que avalia o conhecimento dos estudantes com as disciplinas de exatas. Apesar da nota 1.000 na redação, o jovem acredita que não conseguirá entrar no curso de Medicina, já que, somando as notas de todas as matérias, alcançou apenas 675 pontos.
A nota máxima no Exame Nacional do Ensino Médio, no entanto, é o estímulo que faltava para que ele continue estudando para fazer o Enem mais uma vez este ano e, finalmente, conseguir ingressar na universidade para seguir a carreira de médico, que tanto deseja.
"O objetivo é garantir pontuações elevadas também nas outras categorias do Enem para poder conseguir média suficiente para ingressas na universidade e realizar o sonho que tenho de cursar Medicina. A gente sabe que é complicado, mas eu não vou desistir", concluiu.
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