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Em um sábado qualquer, ele lembra que ainda está lá
Porque o luto não passa, ele se espalha. E, vez ou outra, corta.
São 18h15 de um sábado qualquer, e o mundo lá fora está em êxtase pelos dias de folia pré-Carnaval. Saio para comprar um remédio na farmácia do bairro, olho para o céu e o peito aperta; o coração se conecta com os mais profundos pensamentos. Uma lágrima teimosa quer sair, mas algo a prende. Dizem que o luto se parece com um monte de coisas: com areia da praia depois de um dia no mar ou como glitter depois de uma festa, quando, mesmo após dias...
Esperar: Entre o Relógio e a Fila
Em tom de crônica pessoal, o autor percorre a ansiedade do mundo acelerado, da Revolução Industrial ao caixa do supermercado, para lembrar que o tempo não é apenas medida, mas também travessia.
Esperar?Esperar é um dos verbos mais difíceis de conjugar na primeira pessoa do singular, pelo menos para mim. Trocadilhos à parte, a espera é uma arte que poucos dominam hoje em dia. Ah, internet, você me paga… Se não fosse tu, ó guru do século XXI, eu e todos os que compartilham desta geração seríamos bem mais pacientes.Fato curioso é que, após a Revolução Industrial inglesa do século XVIII, o relógio, criado para cronometrar a vida do indivíduo, tornou-se uma arma...
A voz que me criou sem nunca ter me visto.
Um relato íntimo sobre como a voz de Padre Zezinho atravessa gerações, constrói afetos e transforma a fé em herança viva.
Final de tarde. Programa histórico em Arapiraca. “Jesus te ama”. Jô e Arimateia falando sobre fé, amor, perdão e misericórdia. Ao final do programa, uma canção me levou às lágrimas. Horas depois, me peguei assistindo a um vídeo no Instagram dessa figura que tem todo o meu respeito e admiração: Padre Zezinho. Hoje, um senhorzinho de cabelos brancos e passos lentos. Outrora, um homem com a firmeza que a vida de um dos sacerdotes...
Sobre perder e a noção de eternidade: um tributo a uma grande mulher
Bigode Quando a matéria se vai, a lembrança permanece , e é nela que alguns se tornam eternos.
05 de janeiro de 2026 é daquelas datas para nunca mais esquecer. Falo de um lugar de muita memória e de uma dor que somente alguns dias após o ocorrido consigo elaborar sem o mínimo de lágrimas. A morte marcou essa data, essa tal morte que segue como um dos maiores dilemas da existência humana. O que seria a morte? É ela o fim? Um início? Uma pausa, conforto ou descanso? Irremediável, sim. Insignificante? Jamais.A passagem de minha mãe deste...
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