Alunos relatam invasão e intimidação na Ufal de Arapiraca; interlocutores ligados ao grupo negam

Por Redação 09/10/2026 16h04 - Atualizado em 09/10/2026 18h06
Por Redação 09/10/2026 16h04 Atualizado em 09/10/2026 18h06
Alunos relatam invasão e intimidação na Ufal de Arapiraca; interlocutores ligados ao grupo negam
Cartaz na Ufal - Foto: Reprodução

Um episódio envolvendo a retirada de cartazes políticos na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), campus Arapiraca, na noite dessa quinta-feira (8), gerou versões divergentes nas redes sociais. Um áudio atribuído a uma estudante relata uma suposta intimidação contra professores e alunos. Por outro lado, interlocutores ligados à outra versão afirmam que não houve coação nem invasão de salas de aula.


Segundo o relato que circula nas redes sociais, um grupo de aproximadamente dez pessoas, identificado pelos estudantes como apoiadores do bolsonarismo e supostamente liderado por um vereador da região, teria chegado à universidade em uma caminhonete adesivada com material de divulgação de Flávio Bolsonaro. 

Na gravação, a estudante afirma que uma professora teria sido abordada de maneira agressiva e que cartazes colocados pelos alunos foram retirados. 

“Eles começaram a coagir uma professora, agir agressivamente com ela e arrancaram os cartazes que a galera estava colocando”, relata a voz no áudio. 

Outra versão contesta intimidação 

Em contraponto, interlocutores que apresentam uma versão diferente do episódio negam que tenha ocorrido intimidação ou invasão de salas. 

Segundo essa narrativa, a discussão estaria relacionada à presença de material de natureza política no interior de uma instituição pública, onde, conforme argumentam, a realização de propaganda eleitoral seria proibida. 

O caso também reacendeu o debate sobre cartazes relacionados ao vice-presidente, Alfredo Gaspar, que havia sido acusado de estupro, no entanto, no último dia 6, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação sob o entendimento de que o material reunido não apresentava elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação.

Já nesta sexta-feira (09),a Justiça de Alagoas condenou a senadora Soraya Thronicke a indenizar Alfredo Gaspar em R$ 50 mil, por danos morais, referente à acusação de estupro. A decisão proferida reconhece que a acusação divulgada pela senadora não tinha respaldo probatório mínimos e ultrapassou os limites da liberdade de expressão.

Debate sobre manifestações políticas nas universidades


O episódio levantou questionamentos sobre os limites das manifestações políticas em instituições públicas de ensino e sobre a retirada de materiais expostos nesses espaços. 

Até o momento, as versões apresentadas divergem quanto à abordagem feita ao grupo de estudantes e professores e às circunstâncias em que os cartazes foram retirados. A confirmação dos fatos depende de informações adicionais sobre a ocorrência e de eventuais manifestações oficiais da universidade e dos envolvidos.