Incêndio atinge prédio da UFPE na noite desta quarta-feira (7)

Por Redação, com Folha de Pernambuco 08/10/2026 07h07
Por Redação, com Folha de Pernambuco 08/10/2026 07h07
Incêndio atinge prédio da UFPE na noite desta quarta-feira (7)
Incêndio na UFPE - Foto: Cortesia

Um incêndio atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, na noite desta quarta-feira (7). Não houve feridos.

O edifício abrigava laboratórios de diferentes áreas, como química, biologia, farmácia e computação, além do Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica (NUPIT). O local também armazenava materiais e dados relacionados a pesquisas, teses e dissertações de estudantes dos programas de pós-graduação da universidade.

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBM-PE) foi acionado para controlar o incêndio e enviou sete viaturas ao local. 

Um funcionário que estava no prédio no momento do incêndio e preferiu não se identificar afirmou que as chamas começaram no lado esquerdo do edifício, por volta das 19h30. Segundo ele, o fogo ainda estava em estágio inicial quando deixou o local.

"Quando eu saí, não vi nada demais. Quando voltei, o foco ainda estava bem tranquilo, não estava nessa dimensão que está agora", relatou.

Ainda havia pessoas dentro do prédio quando o incêndio começou, mas foram retiradas do local pelos bombeiros e não ficaram feridas.

O servidor, que trabalha há cerca de dez anos na DINE, também disse que nunca havia presenciado um incêndio no prédio, apesar da estrutura antiga do edifício.

Até o momento, não há informações sobre o que causou o incêndio.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, esteve no local do incêndio e acompanhou a atuação do Corpo de Bombeiros para o controle das chamas. De acordo com ele, uma investigação será realizada para identificar a origem do incêndio e avaliar os prejuízos.

"Depois vamos receber um diagnóstico do Corpo de Bombeiros para que a gente possa fazer a ação. Amanhã, as nossas equipes ligadas à Superintendência de Infraestrutura, junto com o pessoal da Segurança do Trabalho e do Combate a Incêndio, vão fazer uma investigação mais detalhada para descobrirmos a origem do incêndio que afetou a nossa universidade", declarou.

Pesquisas

Apesar de não ter feridos, o incêndio provocou prejuízos a pesquisas desenvolvidas na universidade. O prédio armazenava equipamentos, reagentes, amostras e outros materiais utilizados por estudantes e pesquisadores de diferentes áreas.

Rafael Soares, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Inovação Terapêutica (PPGIT), afirmou que os pesquisadores ainda não sabem a dimensão dos danos provocados pelo fogo.

"Estávamos de mudança para outro prédio, mas ainda existiam muitas coisas lá: equipamentos em caixa, estoques, reagentes e amostras de todo mundo. Eram amostras de projetos de câncer, obesidade, Covid, TDAH, autismo, entre outros", explicou.

Segundo o pesquisador, ainda não é possível afirmar quantos materiais foram perdidos. "Ainda não sei se realmente perdi tudo", disse.

O reitor prestou solidariedade aos professores, pesquisadores e estudantes afetados e afirmou que a universidade irá trabalhar para reparar os prejuízos.

"A gente se coloca à disposição para poder trabalhar e reparar esse prejuízo", finalizou Gomes.

Confira a nota da UFPE sobre o incêndio:

"No início da noite de hoje (7), houve um incêndio num prédio no Campus Recife da UFPE onde funcionavam vários laboratórios na área de fármacos, de informática e de genética.

O Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado e passou a atuar no local, mas, em função do tipo de produtos armazenados, o fogo se alastrou rapidamente e provocou grandes danos no prédio.

Não houve vítimas.

A UFPE lamenta profundamente o ocorrido, especialmente em relação às pesquisas afetadas. O reitor Alfredo Gomes esteve no local e acompanhou o trabalho do corpo de bombeiros. Posteriormente, a Universidade vai avaliar a situação e os danos causados.

A UFPE presta solidariedade a todos os pesquisadores, docentes e estudantes que trabalhavam no local".