Estudante de medicina é indiciado por estupro e gravação clandestina em BH
A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou um estudante de medicina da Faculdade Ciências Médicas, pelos crimes de estupro e registro não autorizado de intimidade sexual. O indiciamento foi concluído na terça-feira (15) pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Belo Horizonte.
Com a conclusão do inquérito e o indiciamento, o caso segue para a Justiça, que deverá decidir se o suspeito se tornará réu. Caso vire réu, deverá ir a julgamento.
Segundo a investigação, o universitário é suspeito de manter relações sexuais sem o consentimento das vítimas. Conforme o inquérito, ele também teria se recusado a utilizar preservativo ou a interromper os atos quando solicitado.
"Eu não tinha força de empurrar ele, ele era muito mais forte que eu", contou uma das vítimas, que pediu para não ser identificada, à TV Globo.
Uma outra jovem também contou à reportagem que, para evitar ser violentada, precisou ameaçar pular da janela.
“Acabou com a minha vida. Eu tinha o sonho de casar, de ter filhos. Para mim, isso não existe mais, eu não consigo confiar em ninguém.”
A investigação aponta ainda que o estudante teria feito fotografias e gravações clandestinas dos encontros íntimos. O material teria sido compartilhado em um grupo de WhatsApp chamado “Calouradazada”, formado por colegas do curso de medicina.
De acordo com o documento, laudos periciais e depoimentos colhidos durante o inquérito reuniram elementos que, na avaliação da Polícia Civil, indicam autoria e materialidade dos crimes. O caso foi enquadrado no contexto da Lei Maria da Penha.
Faculdade e defesa
A Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais informou que, na época dos fatos, o estudante foi imediatamente suspenso das atividades acadêmicas. Depois, em cumprimento a uma ordem da Justiça, a instituição efetivou o afastamento cautelar do aluno, medida que permanece em vigor.
A faculdade afirmou ainda que continuará colaborando com as autoridades competentes.
A defesa dele afirmou que, em respeito ao sigilo legal e às pessoas envolvidas, não vai comentar o conteúdo da investigação neste momento.
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