Procissão de Nossa Senhora dos Prazeres leva milhares de fiéis às ruas de Maceió
A tradicional Procissão de Nossa Senhora dos Prazeres reuniu milhares de fiéis nesta quinta-feira, na tarde desta quinta-feira, 27, em Maceió, marcando o encerramento da festa da padroeira da capital alagoana.
A imagem da santa deixou a Catedral Metropolitana e percorreu as ruas do Centro acompanhada por devotos, religiosos, seminaristas e integrantes do clero até o estacionamento de Jaraguá, onde Dom Beto Breis presidiu a missa de encerramento, seguida por um show de evangelização da Banda Adoração e Vida.
A caminhada de fé encerrou uma programação iniciada no último dia 17 de agosto, com o novenário que preparou a Arquidiocese de Maceió para a celebração da padroeira. Ao longo dos dias, paróquias, comunidades, pastorais e movimentos religiosos participaram das atividades, reforçando a importância da data para os católicos alagoanos.
Durante a celebração, Dom Beto Breis destacou que a festa representa um momento de unidade entre as diversas comunidades da Arquidiocese de Maceió. “Têm sido realizadas belas celebrações, participadas pelas diversas foranias da nossa Arquidiocese, com suas paróquias e comunidades, pastorais e movimentos. Todas as categorias do povo de Deus se reúnem na casa da mãe, que fica muito feliz”, afirmou o arcebispo.
A devoção a Nossa Senhora dos Prazeres faz parte da história de Maceió desde o período colonial. Segundo o historiador e diácono da Arquidiocese de Maceió, Álvaro Queiroz, o culto à santa chegou à região entre as décadas de 1720 e 1730, período ligado à fundação do antigo engenho Massayó, onde hoje está localizada a Catedral Metropolitana.
Originária de Portugal, a devoção também foi difundida a partir dos Montes Guararapes, em Pernambuco, quando Alagoas ainda integrava a Capitania de Pernambuco. Com o passar dos séculos, a tradição religiosa se consolidou como um dos principais símbolos da identidade da capital alagoana.
A Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres foi oficialmente criada em 5 de julho de 1819. A atual matriz foi inaugurada em 1859, em cerimônia que contou com a presença do imperador Dom Pedro II. Décadas depois, em 1920, com a criação da Arquidiocese de Maceió, a igreja passou a exercer também a função de Catedral Metropolitana.
A imagem venerada na Catedral, datada do século XIX, foi doada pelo Barão de Atalaia e chegou ao templo em 1859. Após permanecer por mais de 150 anos no altar-mor, a escultura foi restaurada em 2014 e retornou à Catedral dois anos depois, preservando um dos mais importantes patrimônios religiosos da cidade.
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