Homem é condenado a 25 anos de prisão, após confessar assassinado da companheira e tentar esconder crime como afogamento, no Agreste alagoano

Por Redação 21/08/2026 14h02
Por Redação 21/08/2026 14h02
Homem é condenado a 25 anos de prisão, após confessar assassinado da companheira e tentar esconder crime como afogamento, no Agreste alagoano
Milene foi encontrada morta em barragem de São Sebastião - Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri condenou um homem a 25 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira, Milene Cristina Gracindo da Silva, em São Sebastião, no Agreste de Alagoas. O crime ocorreu no dia 05 de dezembro de 2024 e a condenação ocorreu na última quinta-feira, 20.

Os jurados reconheceram as qualificadoras de feminicídio e meio cruel, após o réu confessar, durante o julgamento, que matou a vítima por asfixia antes de jogá-la em um açude para simular um afogamento, no povoado Terra Nova, zona rural do município.

A atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio do promotor de Justiça João de Sá Bonfim Filho, foi decisiva para desmontar a versão apresentada pelo acusado ao longo da investigação.

Antes do julgamento, o réu sustentava que Milene estava embriagada, não sabia nadar e teria entrado no Açude São Bento por vontade própria. Segundo ele, ainda teria tentado salvá-la, mas não conseguiu evitar o suposto afogamento. A narrativa, porém, foi derrubada pelos depoimentos das testemunhas.

Amigos que participavam do encontro relataram que o casal discutiu pouco antes da tragédia. Ao se afastarem do local, perceberam o autor apertando o pescoço de Milene e, em seguida, empurrando a mulher no açude. Eles retornaram para tentar socorrê-la, mas a vítima já estava desacordada e havia afundado.

A Polícia Militar foi acionada após a irmã da vítima denunciar que Milene havia sido assassinada. A guarnição da Rádio Patrulha 04 foi enviada ao local pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), onde testemunhas relataram que o suspeito havia esganado a mulher antes de jogá-la em uma barragem.

Diante das provas apresentadas em plenário, o próprio acusado abandonou a versão de inocência e confessou que matou Milene por asfixia, concluindo a execução ao lançá-la na água após ela perder os sentidos.

Durante o julgamento, testemunhas também revelaram que o assassinato não foi um episódio isolado. Segundo os relatos apresentados ao júri, o autor possuía histórico de agressões e ameaças de morte contra Milene Cristina. Em uma das ocasiões, as ameaças teriam ocorrido na presença da mãe da vítima.