Acusado de matar a ex-companheira, Gari, em Teotônio Vilela é condenado a 37 anos de prisão
A Justiça alagoana condenou um homem, que trabalhava como auxiliar de serviços gerais, de 47 anos, pela morte da ex-companheira, Adjane Araújo da Silva, ocorrido em 31 de julho de 2025, em Teotônio Vilela, Agreste de Alagoas. O crime ocoreu quando a vítima estava trabalhando.
O autor foi condenado a 37 anos e seis meses de prisão, em regime inicialmente fechado, por crime de feminicídio. E o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido com agravantes que aumentaram a pena.
Os jurados rejeitaram a tese de absolvição da defesa e confirmaram a materialidade do crime, a autoria e a incidência do feminicídio. Também foram reconhecidas duas causas de aumento da pena: o assassinato ter sido praticado em descumprimento de medidas protetivas de urgência e em circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima.
O júri foi presidido pelo juiz Rafael Maia Correa, que destacou na sentença que ficou comprovado o planejamento da execução. O autor permaneceu em um bar próximo ao local de trabalho de Adjane, aguardando o momento ideal para atacá-la, além de ter definido previamente uma rota de fuga.
Na decisão, o juiz ainda ressaltou que o crime foi praticado em plena luz do dia, em uma via pública do centro urbano de Teotônio Vilela, enquanto a vítima exercia normalmente sua atividade profissional, circunstâncias que evidenciaram extrema audácia e grave desrespeito à ordem pública.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de R$ 20 mil de indenização aos três filhos de Adjane, valor solicitado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), sem prejuízo de futuras ações na esfera cível.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o agressor aproximou-se por trás da vítima e efetuou um disparo na nuca. Após a queda, realizou outros dois tiros à queima-roupa, diante de colegas de trabalho que presenciaram a cena. Adjane morreu no local antes da chegada do socorro.
As investigações apontaram que o crime teve motivação relacionada à não aceitação do fim do relacionamento. Dias antes do assassinato, a vítima havia obtido uma medida protetiva após denunciar perseguições, ameaças de morte e agressões verbais.
Após o assassinato, o autor fugiu, mas foi localizado cerca de 48 horas depois, durante uma operação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal, após denúncias anônimas.
No momento da prisão, os policiais apreenderam um revólver calibre 38, munições e R$ 20 mil em dinheiro. Durante o interrogatório, o homem confessou a autoria do feminicídio.
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