Homem que assassinou menina de 9 anos em Branquinha é condenado a 22 anos e 9 meses de prisão

18/08/2026 18h06
18/08/2026 18h06
Homem que assassinou menina de 9 anos em Branquinha é condenado a 22 anos e 9 meses de prisão
Ana Cecília desapareceu ao sair para brincar, em Branquinha - Foto: Arquivo da família

O Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira, 18, a a 22 anos e 9 meses de reclusão, o assassino da pequena Anna Cecília, que na época do crime, em 2025, tinha 9 anos. O crime ocorreu na cidade de Branquinha, no interior alagoano e a sentença foi proferida durante julgamento realizado no Fórum Ministro Pedro da Rocha Acioly, em Murici.

O réu foi considerado culpado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Por outro lado, os jurados decidiram pela absolvição das acusações de estupro de vulnerável e corrupção de menores.

A acusação sustentada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) apontava que o homicídio teria sido cometido com quatro qualificadoras: emprego de meio cruel, utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, crime praticado contra menor de 14 anos e ocultação do corpo para assegurar a impunidade de outro crime.

O caso aconteceu em 21 de janeiro de 2025, quando Anna Cecília desapareceu após sair de casa para brincar. Dois dias depois, o corpo foi localizado no Conjunto Raimundo Nonato, na zona rural de Branquinha.

De acordo com as informações do caso, o réu, natural de Mozarlândia, em Goiás, havia conhecido uma mulher pela internet cerca de 15 dias antes do crime. Posteriormente, deixou a cidade natal e passou a morar com ela em uma residência próxima à casa onde a criança vivia com a mãe, o padrasto e os irmãos.

O réu já estava preso desde janeiro de 2025, mesmo mês em que ocorreu o crime, e permaneceu custodiado durante o andamento das investigações e do processo.

Durante o julgamento, a promotora de Justiça Ilda Regina Reis, da Promotoria de Justiça de Murici, representou o MPAL e apresentou aos jurados as provas reunidas durante a investigação e a instrução processual.

O processo também envolveu um adolescente de 17 anos, que foi apreendido durante as investigações e confessou participação no crime. Por ser menor de 18 anos na época dos fatos, ele respondeu conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O adolescente recebeu medida socioeducativa de três anos pela prática de atos infracionais correspondentes aos crimes de homicídio e estupro.