MPAL garante 59 anos de prisão para ex-tenente da PM e cúmplices por execução em Maceió

Por Redação com Assessoria 04/08/2026 15h03
Por Redação com Assessoria 04/08/2026 15h03
MPAL garante 59 anos de prisão para ex-tenente da PM e cúmplices por execução em Maceió
MP AL - Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Maceió condenou, nesta segunda-feira (3), o três pessoas pelo assassinato de Luciano de Albuquerque Cavalcante. O crime, ocorrido em 25 de outubro de 2019, por volta das 10h20, no Conjunto Village Campestre II, foi motivado por uma disputa financeira envolvendo um terreno de R$ 1 milhão.

A atuação do Ministério Público de Alagoas (MPAL) resultou em penas que, somadas, chegam a 59 anos, três meses e 12 dias de reclusão em regime fechado, após o Conselho de Sentença reconhecer as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

As investigações e o trabalho do MPAL revelaram um plano executado com extrema frieza. Na manhã do crime, a vítima saiu de casa para levar o carro da filha a uma oficina. O grupo criminoso montou campana na porta do condomínio de Luciano, seguiu seus passos e aguardou o momento exato para agir.

Ao entrar em seu veículo, um VW Saveiro, próximo à empresa Refresq, na Avenida Ministro Lindolfo Collor, Luciano acabou surpreendido pelos disparos fatalmente efetuados pelos criminosos.

Laudos desmentem versão dos réus

A tese de inocência apresentada pelas defesas ruiu diante do robusto conjunto probatório reunido pela acusação. A pericia técnica desempenhou papel fundamental para ligar os réus à cena do homicídio:

DNA na cena do crime: O laudo de confronto genético confirmou a presença do material genético do réu Wagner Luiz em um boné encontrado no local da execução.


Adulteração do veículo: O levantamento técnico-pericial comprovou a remoção recente do reboque do carro Voyage usado no crime — veículo utilizado por Wagner como motorista de aplicativo —, desmentindo sua alegação de que não teria alterado o automóvel.


Imagens de segurança: Câmeras do condomínio do ex-tenente registraram a entrada e saída do veículo de Wagner momentos antes do homicídio e seu retorno por volta das 10h16 para deixar o oficial reformado após o ataque.