Imersão na Fenearte impulsiona produção e abre novos mercados para o artesanato alagoano

Por Redação com agências 27/07/2026 17h05
Por Redação com agências 27/07/2026 17h05
Imersão na Fenearte impulsiona produção e abre novos mercados para o artesanato alagoano
Imersão - Foto: Reprodução

A missão de artesãos alagoanos para a Fenearte, que aconteceu em Olinda (PE), representou muito mais do que uma simples visita à maior feira de artesanato da América Latina. O verdadeiro valor da viagem está na bagagem de volta. Mestres e empreendedores trazem uma transformação na forma de enxergar a própria arte e seu potencial de mercado.

Proporcionada pelo Sebrae Alagoas e dividida em duas visitas técnicas que contaram com 42 participantes, a missão funciona como um divisor de águas na economia criativa ao conectar saberes tradicionais às tendências contemporâneas de design e comércio. Ao colocar criadores locais em contato direto com curadores e tendências de todo o país, a ação mostra que a produção alagoana também possui valor comercial e cultural em qualquer vitrine.

Na visita estruturada pela gestora do Programa de Artesanato do Sebrae Alagoas, Marina Gatto, os participantes fizeram muito mais do que simplesmente observar os estandes. Além de absorver tendências de mercado, soluções de acabamento e modelos de exposição, o grupo expandiu os horizontes ao conhecer outras atrações da região.

“Fizemos uma programação bem completa com 12 participantes. No primeiro dia, ficamos na Fenearte, para que pudessem ver novas técnicas e produtos, compartilhar informações com outros artesãos e conhecer diferentes formas de exposição, novidades e palestras. Foi uma forma de abrir a mente para levarem inspirações para produtos novos dentro do seu negócio. No dia seguinte, fomos à Usina da Arte. Foi um momento muito rico para compartilhar histórias e refletir sobre a utilização de recursos da natureza. Assim, cumprimos o nosso objetivo, que era de abrir possibilidades, elevar a criatividade e expandir a mente dos nossos artesãos”, explicou.

Artesãos e empreendedores alagoanos participaram de missão técnica à Fenearte
-

Para o grupo que partiu de Arapiraca para a feira, a vivência traz uma nova consciência para o valor do seu fazer criativo e das oportunidades de negócio que ele é capaz de gerar. Entre os participantes, havia o encantamento de quem participou pela primeira vez e tomou consciência do impacto que sua arte é capaz de gerar. Para aqueles que participaram de outras missões promovidas pelo Sebrae, foi a oportunidade para absorver e trocar experiências, como pontua a analista Suzylane Ferreira, responsável pela comitiva.

“Realizar uma missão como essa é uma oportunidade de ampliar a visão de mercado, trocar experiências, conhecer novas técnicas e despertar a criatividade. Levar 30 artesãos do Agreste significa investir no fortalecimento do artesanato da nossa região. Cada participante retorna com novos conhecimentos, compartilha aprendizados com outros produtores e contribui para tornar o setor mais inovador e competitivo, sem jamais perder a essência da identidade cultural de Alagoas”, ressaltou.

Mergulho cultural em Olinda inspira coleção de biojoias alagoanas

A vivência nos corredores da Fenearte e na Usina da Arte funcionou como um catalisador de ideias e sensações para a artesã e empreendedora Maria de Fátima Ferreira. Além de absorver tendências, ela transformou o itinerário em processo criativo, coletando com respeito e cuidado flores, folhas e sementes durante a viagem. Desse material colhido nascerá a nova coleção de biojoias da Carpe Diem Do, batizada de “Coleção Sebrae – Uma imersão cultural na Fenearte”, que será formada por uma série de peças concebidas como forma de registrar e compartilhar a bagagem poética acumulada ao longo da missão.

“Participar da visita técnica à Fenearte com a equipe do Sebrae foi uma experiência que agora faz parte da minha história. Mais do que conhecer uma feira, foi uma oportunidade de mergulhar em um universo de criatividade, cultura e identidade”, relata Fátima. Para ela, a imersão foi tão intensa que ela agora lamenta ter feito poucos registros do que viveu.