Morre Káh Felipe, influenciadora de Fortaleza que compartilhava luta contra doença rara e câncer terminal
A influenciadora digital Karine Felipe de Sousa, de Fortaleza, conhecida como Káh, morreu nesta sexta-feira, aos 31 anos. A morte foi confirmada pela família em uma publicação no perfil oficial da influenciadora no Instagram. Segundo a nota, ela morreu por volta das 14h.
No comunicado, os familiares destacaram a trajetória de Káh, marcada pela luta contra a doença e pela fé.
— Nossa guerreira cumpriu sua missão e deixou um legado de força, coragem e, acima de tudo, de fé. A fé era a palavra que melhor a definia. Ela acreditou até o fim e lutou com todas as suas forças, sem nunca perder a esperança — diz um trecho da publicação.
Káh Felipe ficou conhecida nas redes sociais e alcançou 750 mil seguidores ao compartilhar sua rotina convivendo com o xeroderma pigmentoso, doença genética rara que provoca extrema sensibilidade à radiação ultravioleta e aumenta significativamente o risco de câncer de pele. Ao longo dos anos, ela transformou sua experiência em conteúdo de conscientização, mostrando os desafios impostos pela condição e incentivando o diagnóstico precoce.
Em maio deste ano, a influenciadora revelou que havia recebido o diagnóstico de câncer em estágio terminal, após a descoberta de metástases. Na ocasião, contou aos seguidores que iniciaria cuidados paliativos e classificou a notícia como uma das mais difíceis de sua vida.
— Os exames mostraram mestástase nos ossos, no fígado e no pulmão... e, desde então, meus dias nunca mais foram os mesmos. Agora me tornei uma paciente paliativa em fase terminal... São dias difíceis, incertos, cheios de dor e sofrimento. Mas mesmo que tudo pareça o fim, eu não vou desistir. Vou continuar lutando todos os dias da minha vida — escreveu Karine.
Dias antes, Káh também havia relatado que o avanço da doença tornava o tratamento cada vez mais desafiador, mas afirmou que seguiria enfrentando a situação ao lado da família e mantendo a esperança.
A influenciadora passou por mais de 250 cirurgias ao longo da vida em decorrência do xeroderma pigmentoso, condição que exige proteção rigorosa contra a exposição ao sol e acompanhamento médico permanente devido ao alto risco de desenvolvimento de tumores de pele. Ela deixa marido e uma filha de três anos.
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