Menina de 18 meses tem as duas pernas amputadas por ter nascido sem um órgão
Quando a americana Mady, de apenas 18 meses, acordou sonolenta em uma manhã de outubro de 2023, a mãe, Kory Loden, acreditou que a filha tivesse contraído a mesma infecção do irmão mais velho. Em poucas horas, porém, a menina entrou em choque séptico, precisou ser colocada em suporte de vida e, meses depois, teve as duas pernas amputadas. O caso foi relatado por Loden e ganhou destaque por revelar uma condição rara até então desconhecida pela família: a ausência do baço, conhecida como asplenia.
— Ela estava bem quando foi dormir na segunda-feira. Na manhã de terça-feira estava letárgica e, naquela noite, estava à beira da morte — contou a mãe, em entrevista ao Daily Mail neste domingo (19).
Segundo Loden, a preocupação aumentou quando a filha passou a recusar alimentos e líquidos, desenvolveu febre e apresentou coloração arroxeada nos lábios e nos pés. Após ser levada ao hospital, Mady foi transferida de ambulância e, depois, de helicóptero para um hospital infantil. Durante o trajeto, os pais receberam uma ligação autorizando, verbalmente, uma eventual reanimação da criança.
— Perguntei se minha filha ficaria bem, e a paramédica respondeu que ela não havia reagido ao soro, o que não era um bom sinal. Foi uma ligação aterrorizante — relembrou.
Diagnóstico revelou condição rara
No hospital, os médicos identificaram que Mady sofria de choque séptico e coagulação intravascular disseminada (CIVD), distúrbio raro que pode provocar falência de órgãos e hemorragias graves, conforme explica a Cleveland Clinic. Pouco depois, uma cirurgia cardíaca de emergência levou à descoberta da causa do agravamento: a menina nasceu sem baço.
De acordo com a Cleveland Clinic, o baço desempenha papel fundamental no sistema imunológico, ajudando o organismo a combater bactérias. Sem o órgão, infecções comuns podem evoluir rapidamente para quadros graves. No caso de Mady, uma pneumonia estreptocócica foi suficiente para desencadear a sepse.
Após seis dias em suporte de vida, a menina começou a se recuperar, mas a má circulação causada pelo choque séptico levou à amputação das pernas e de parte dos dedos das mãos. Hoje, quase três anos depois, ela utiliza próteses, voltou a caminhar e segue em acompanhamento médico permanente.
— Ela está muito bem agora. Aprendeu rapidamente a andar com as próteses e praticamente não se lembra do trauma. Sempre que tem febre, vamos imediatamente ao pronto-socorro, e ela precisará tomar antibióticos preventivos pelo resto da vida — afirmou a mãe.
Últimas Notícias
Dor no joelho ao subir escadas pode ser sinal de problema
Alison dos Santos faz história e conquista o Mundial de Atletismo Ultimate
Corpo de homem é encontrado com marcas de tiros em Rio Largo
Planeta completa 100 dias de recorde de calor no oceano e temperatura segue alta
Dois assassinatos a tiros são registrados em curto intervalo de tempo no Benedito Bentes, em Maceió
Vídeos mais vistos
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Julgamento de escultor, em Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Prefeitura entrega óculos em Arapiraca

