Dois homens são presos por ameaçar delegado nas redes sociais após operação contra o crime organizado, em Alagoas

Por Redação com agências 17/07/2026 13h01
Por Redação com agências 17/07/2026 13h01
Dois homens são presos por ameaçar delegado nas redes sociais após operação contra o crime organizado, em Alagoas
Viatura PC - Foto: Assessoria



Dois homens foram presos durante uma operação da Polícia Civil de Alagoas suspeitos de ameaçar e intimidar um delegado por meio de comentários publicados em perfis de notícias no Instagram. As investigações apontam que as ofensas e ameaças começaram após a primeira fase da Operação Tríade, realizada em fevereiro de 2025.

Na ocasião, a ação policial, coordenada pelo delegado Igor Diego, cumpriu 40 mandados judiciais e resultou na prisão de cinco pessoas. A operação teve como foco o combate ao tráfico de drogas, à atuação de organizações criminosas e a homicídios.

Segundo o delegado Gustavo Tavares, responsável pelas investigações, os suspeitos foram identificados pelo setor de inteligência da Polícia Civil. Com autorização judicial para quebra do sigilo telemático, foi possível rastrear os autores das mensagens por meio dos vestígios digitais deixados na internet.

De acordo com a polícia, as publicações continham ameaças diretas contra a integridade física e a vida do delegado, feitas em comentários de páginas de notícias no Instagram.

Os presos deverão responder pelos crimes de coação no curso do processo, associação para o tráfico de drogas e porte e posse ilegal de arma de fogo.

Ainda conforme Gustavo Tavares, um dos suspeitos havia fugido de Palmeira dos Índios para São Paulo e voltou a insultar o delegado no momento em que foi preso. Já o outro capturado, localizado em Palmeira dos Índios, é investigado por envolvimento em uma tentativa de homicídio, possui ligação com uma torcida organizada de futebol e pode ter participação em outras ações criminosas do grupo.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta novas prisões. Os dois suspeitos permanecem à disposição da Justiça de Alagoas.