Mulher denuncia clínica após ter cabelo raspado em exame toxicológico para CNH

Por Redação com O Globo 13/07/2026 21h09
Por Redação com O Globo 13/07/2026 21h09
Mulher denuncia clínica após ter cabelo raspado em exame toxicológico para CNH
Mulher denuncia clínica por ter retirado fios de cabelo em excesso para exame toxicológico - Foto: Reprodução | Instagram

Uma mulher em João Pessoa, na Paraíba, denunciou uma clínica após afirmar que teve parte do cabelo raspada durante a realização do exame toxicológico exigido para obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O caso repercutiu nas redes sociais e levou a jovem a registrar boletim de ocorrência e buscar reparação judicial.

Segundo o relato de Ana Karolina, a coleta foi realizada em um laboratório credenciado para o exame toxicológico. A influenciadora afirma que a profissional responsável retirou uma quantidade muito maior de fios do que a necessária, deixando uma falha visível no couro cabeludo. Em vídeos publicados nas redes sociais, ela mostra o resultado e diz ter se sentido constrangida e abalada emocionalmente.

— Perguntei se ela estava cortando apenas os 3 cm necessários, e ela respondeu que sim. Após a primeira coleta, disse que o material não servia. Então, cortou meu cabelo novamente. Foi nessa segunda tentativa que ela deixou um buraco enorme e muito visível na minha cabeça — escreveu Ana Karolina.

De acordo com a regulamentação do exame, a amostra de cabelo deve ser coletada preferencialmente na região posterior da cabeça, próxima à nuca, de forma que não deixe falhas aparentes. A quantidade necessária corresponde, em geral, à espessura aproximada da carga de uma caneta esferográfica, suficiente para identificar o uso de substâncias psicoativas em uma janela de detecção de cerca de 90 dias.

A influenciadora afirma que, além do dano estético, precisou alterar o penteado para esconder a área raspada. Ela também questiona a conduta da clínica e diz que não foi informada previamente sobre a quantidade de cabelo que seria retirada.

— Está um buraco. Não veio um pedido de desculpas, a clínica disse que esclareceria na segunda, mas e a moça que fez [o serviço]? — disse a mulher nas redes.

O exame toxicológico passou a ser exigido também para candidatos à primeira habilitação das categorias A e B após mudanças na legislação de trânsito. O teste é realizado a partir de amostras de cabelo ou, quando necessário, de pelos do corpo, e busca identificar o consumo recorrente de drogas em um período que varia entre 90 e 180 dias, dependendo do tipo de amostra coletada.