Salto sem corda: MP denuncia quatro presos por homicídio com dolo eventual

Por Folhapress 08/07/2026 13h01
Por Folhapress 08/07/2026 13h01
Salto sem corda: MP denuncia quatro presos por homicídio com dolo eventual
MP denuncia quatro presos por homicídio com dolo eventual - Foto: Reprodução

A Promotoria de Justiça de Limeira denunciou quatro pessoas por envolvimento na morte de uma jovem de 21 anos arremessada, sem corda, de uma ponte durante a prática da modalidade rope jump.

Denúncia foi formalizada na terça-feira (7). Três homens poderão responder por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Outros dois homens que também presos pelo caso.

A quarta denunciada é a organizadora do evento. Ela vai responder pela prática do mesmo crime, mas por omissão imprópria, na condição de garantidora da segurança dos participantes. Como ela tentou eliminar prova relevante para a investigação, é acusada também de fraude processual. Ela teria pedido que os instrutores escondessem a câmera que estava com jovem lançada sem cordas.

Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade. E que, apesar disso, deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos. A peça também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Em relação à organizadora do evento, o MP afirma que ela tinha o dever de garantir a adoção de padrões mínimos de segurança. Além disso, ela também seria a responsável por interromper a atividade diante de condições inadequadas, mas deixou de fazê-lo mesmo após tomar conhecimento de falha operacional semelhante ocorrida anteriormente.

A denúncia também atribui a ela a prática de fraude processual por determinar a exclusão do conteúdo da câmera GoPro utilizada pela vítima. Segundo a polícia, o equipamento permanece desaparecido.

O MP-SP requereu a manutenção da prisão preventiva dos três homens. Em relação à mulher, postulou pela conversão da prisão temporária em preventiva. Ao buscar a condenação dos acusados, os promotores pediram também que o Judiciário fixe em R$ 200 mil a reparação pelos danos causados.