Aliado de Flávio Bolsonaro no Rio é alvo da PF e abre nova crise na pré-campanha
A ação da PF (Polícia Federal) no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (7), que mira um esquema de lavagem de dinheiro com combustíveis, abriu uma nova frente de crise para a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Um dos alvos da operação é o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), um dos principais aliados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro no estado.
Canella tem o apoio de Flávio para disputar uma vaga no Senado pelo Rio. O filho do ex-presidente, inclusive, indicou a própria mãe, Rogéria Bolsonaro, como suplente do aliado, hoje alvo da PF.
Integrantes do PL, porém, já haviam recomendado que Flávio reavaliasse a pré-candidatura de Canella ao Senado, temendo uma operação da PF contra o ex-prefeito de Belford Roxo.
Em maio, questionado pela CNN se cogitava lançar a mãe para concorrer ao Senado, após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarar o ex-governador Cláudio Castro inelegível por abuso de poder nas eleições de 2022, Flávio negou.
“Não [está em discussão]. Minha mãe é candidata a primeira suplente do Márcio Canella (União-RJ), que é nosso pré-candidato ao Senado no Rio de Janeiro. Mãe, te amo", disse à CNN, na véspera do Dia das Mães.
Dias depois, em 15 e 26 de maio, o próprio Cláudio Castro foi alvo de duas operações da PF. Investigado por favorecimento ao grupo Refit em um esquema de fraude no setor de combustíveis e também por ligação com Vorcaro, o ex-governador acabou desistindo de concorrer ao Senado.
Como mostrou a CNN à época, diante das operações, integrantes do PL já pressionavam Flávio por uma mudança completa nos candidatos ao Senado e, temendo uma operação contra Márcio Canella, defendiam que o senador se antecipasse a uma nova ação da PF para blindar a pré-candidatura.
Na época, o ex-prefeito de Belford Roxo já era alvo de uma investigação do Ministério Público do Rio sobre suposta interferência no Rioprevidência (Fundo Único de Previdência do Estado do Rio de Janeiro) e também sobre uma rede de postos de combustíveis operada por laranjas, conforme revelou o portal Metrópoles.
Com a desistência de Castro da disputa ao Senado, Flávio ainda não decidiu quem disputará a outra vaga, no lugar do ex-governador, na chapa com Canella.
Os cotados hoje são o senador Carlos Portinho (PL-RJ) e o deputado Carlos Jordy (PL-RJ). Líder do PL na Câmara, o deputado Sóstenes Cavalcante também chegou a ser cogitado, mas é dado como descartado após uma operação da PF ter mirado, na semana passada, pessoas ligadas a ele.
Segundo apurou a CNN, a decisão sobre o Rio será tomada por Flávio e Jair Bolsonaro. Porém, o pré-candidato ainda não indicou quando anunciará o escolhido.
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