Justiça nega novo pedido para Deolane Bezerra cumprir prisão domiciliar
Tribunal de Justiça de São Paulo rejeita argumentos da defesa e mantém influenciadora presa em Tupi Paulista em investigação sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao PCC
A Justiça de São Paulo negou mais um pedido da defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra para que ela pudesse deixar a prisão e cumprir a medida em regime domiciliar. Os advogados argumentaram que Deolane possui residência fixa, é ré primária e mãe de uma criança de nove anos. Mas os magistrados destacaram a existência de elementos considerados suficientes para vincular a influenciadora a Everton de Souza, apontado pelas investigações como operador financeiro do esquema investigado.
Entre os indícios citados pelas autoridades está a apreensão de uma caixa identificada com a inscrição “Doutora Deolane”, na qual foram encontrados R$ 7,8 mil em espécie. Além disso, na casa da influenciadora também foram apreendidos dinheiro, joias, relógios de luxo, veículos de alto padrão, aparelhos eletrônicos e documentos que passaram a integrar o material analisado pela investigação.
De acordo com documento elaborado pelo Ministério Público de São Paulo em conjunto com a Polícia Civil, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa” financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), mantendo suposta ligação direta com Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como principal líder da facção criminosa, além de Alejandro Herbas Camacho Júnior, irmão de Marcola.
As investigações também apontam movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada e a utilização de empresas que teriam sido empregadas para ocultar recursos de origem ilícita. A defesa nega todas as acusações.
Prisão de Deolane
Deolane Bezerra está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026, quando foi alvo da Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC. Após a prisão em Barueri, na Grande São Paulo, ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.
Recentemente, a Justiça também aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou Deolane em ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ela segue custodiada em uma ala separada das demais detentas da unidade prisional, em razão de sua condição de advogada.
Outro Habeas Corpus quanto as condições da cela onde ela está cumprindo pena será analisado pela justiça no dia 6 de junho. O pedido é para que ela cumpra a prisão em regime domiciliar ou até mesmo seja transferida para uma sala de Estado Maior por ser advogada.
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