Laudo do IML aponta asfixia por sufocação em bebê de 29 dias que morreu em Delmiro Gouveia

Por Redação 15/06/2026 20h08
Por Redação 15/06/2026 20h08
Laudo do IML aponta asfixia por sufocação em bebê de 29 dias que morreu em Delmiro Gouveia
Ocorrência foi registrada como morte a esclarecer - Foto: Reprodução

A morte de uma bebê de apenas 29 dias, registrada no último sábado (13), em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, ganhou novos desdobramentos após a conclusão do exame pericial realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca.

Inicialmente, a recém-nascida foi levada já sem vida ao Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS). Na ocasião, equipes da Polícia Militar, do Conselho Tutelar e do Instituto Médico Legal foram acionadas para acompanhar a ocorrência.

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, os pais da criança apresentavam sinais de embriaguez quando chegaram à unidade hospitalar. A mãe relatou aos policiais que havia ingerido bebida alcoólica e adormecido ao lado dos filhos. Horas depois, foi acordada por outra criança da residência, que percebeu que a bebê estava arroxeada e apresentava sangramento nasal.

A recém-nascida foi socorrida ao hospital, mas já estava sem sinais vitais quando recebeu atendimento médico.

Nesta semana, a Polícia Científica divulgou nota informando que o exame tanatoscópico realizado pelo médico-legista Francisco Pessoa apontou sinais anatomopatológicos compatíveis com asfixia por sufocação direta.

De acordo com o laudo, foram identificados indícios como cianose cervicofacial, edema cerebral, pulmões hiperinsuflados e congestão do fígado e do baço. Os peritos também informaram que não foi encontrado qualquer corpo estranho na traqueia ou nas vias aéreas superiores que pudesse justificar uma obstrução respiratória interna.

Dessa forma, os elementos técnicos observados durante a necropsia indicam um mecanismo de sufocação provocado por agente externo, impedindo a entrada de ar nos pulmões da criança.

Após a ocorrência, os responsáveis pela bebê foram conduzidos ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) para os procedimentos legais, enquanto conselheiros tutelares acompanharam o caso.

O laudo pericial completo já foi encaminhado à autoridade policial responsável pela investigação, que dará continuidade às apurações para esclarecer as circunstâncias da morte da recém-nascida.