Apontado como líder do PCC no Sul de Alagoas morre em confronto com o Bope durante operação em Penedo

Por Redação com Assessoria 10/06/2026 16h04
Por Redação com Assessoria 10/06/2026 16h04
Apontado como líder do PCC no Sul de Alagoas morre em confronto com o Bope durante operação em Penedo
Viatura PC - Foto: Assessoria



Um homem identificado pelo apelido de "Randinho", apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Sul de Alagoas, morreu nesta quarta-feira (10) durante uma operação policial realizada no município de Penedo, na região do Baixo São Francisco.

A ação foi conduzida pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) em apoio ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Segundo informações da Polícia Civil, os agentes inicialmente estiveram em um imóvel ligado ao investigado, mas não o encontraram no local.

Posteriormente, após uma denúncia anônima indicar um possível esconderijo, as equipes seguiram até outro endereço. Ao perceber a aproximação dos policiais, o suspeito teria entrado rapidamente na residência. Ainda de acordo com a polícia, foi dada ordem para que ele se rendesse, porém o homem teria reagido efetuando disparos contra os agentes.

Houve troca de tiros e o suspeito acabou sendo baleado. Ele foi socorrido e levado para uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a operação, os policiais apreenderam um revólver, além de munições intactas e deflagradas.

As investigações apontavam que "Randinho" exercia influência sobre as atividades da facção criminosa em Penedo, Piaçabuçu e Igreja Nova. Conforme a Polícia Civil, ele integrava a chamada "Sintonia" do PCC, setor responsável pela coordenação e transmissão de ordens dentro da organização criminosa.

Os levantamentos também indicam que ele teria atuado como aliado próximo de "Tubarão", considerado pelas autoridades uma das principais lideranças da facção em Alagoas.

O suspeito possuía antecedentes por tráfico de drogas e participação em organização criminosa. Em 2025, chegou a ser preso em São Paulo durante a Operação Epílogo, que investigava integrantes da facção em Alagoas. Segundo a polícia, mesmo após a prisão, ele teria retomado a atuação criminosa na região.

A operação faz parte do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e executado simultaneamente em diversos estados do país.