Caso Deolane: investigação liga influenciadora a possíveis planos contra Sérgio Moro
De acordo com informações do portal Pleno News, a delegada Maria Corsato afirmou, durante entrevista à LeoDias TV, que a influenciadora Deolane Bezerra pode ter ligação com investigações relacionadas a ameaças atribuídas ao Primeiro Comando da Capital contra o senador Sergio Moro e com o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Até o momento, não há nenhuma confirmação oficial sobre eventual participação da influenciadora nos episódios.
Durante a entrevista, Maria Corsato comentou investigações envolvendo lavagem de dinheiro e afirmou que integrantes do crime organizado utilizariam influenciadores digitais em esquemas financeiros. Segundo ela, um dos inquéritos teria identificado ameaças relacionadas a Sergio Moro e a Ruy Ferraz.
“Um desses inquéritos começa em 2019 e, salvo engano, é nessa investigação que eles identificam as ameaças para o juiz Sergio Moro. E, se a memória do nome falha, nessa mesma investigação, tem as ameaças para o juiz Sergio Moro e para o delegado-geral, doutor Rui , que foi assassinado agora na Praia Grande”, declarou.
Na sequência, a jornalista Mônica Apor afirmou que delegados mencionaram cartas interceptadas durante as investigações. Segundo ela, investigadores relataram que Deolane teria buscado informações relacionadas a possíveis alvos da facção. “Eles falaram sobre isso mesmo na coletiva. Um dos delegados falou exatamente isso que a doutora acabou de falar. (…) Ela que foi a responsável, segundo os delegados, a ir atrás de endereços, telefones, desses alvos que eles queriam ir atrás”, afirmou a jornalista.
Após ouvir o relato, Maria Corsato comentou a gravidade das suspeitas caso sejam confirmadas pelas investigações. “Nossa, isso é muito grave. A gente viu uma participação, na ocasião ele era ministro da Justiça do Brasil. (…) Olha que grave”, disse.
Ruy Ferraz Fontes foi morto em 15 de setembro de 2025, em um bairro próximo à prefeitura e ao fórum de Praia Grande, no litoral paulista. Até o momento, não há informações oficiais sobre a motivação do crime.
Ruy Ferraz atuou na repressão a roubos de banco nos anos 2000 e participou da prisão de lideranças do PCC. Ele também ocupou o cargo de delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo até 2022.
O caso segue em segredo de Justiça e a defesa da influenciadora nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas.
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