Júri de escultor, autor de chacina que chocou Arapiraca, é adiado pela Justiça
O julgamento que ocorreria nesta terça-feira, 19, do escultor, empresário e atirador desportivo (CAC) suspeito de ser autor de um dos casos criminais de maior repercussão em Arapiraca, foi adiado pela Justiça de Alagoas. O caso trata da chacina de quatro jovens em abril de 2024, dentro da chácara do suspeito, no Sítio Laranjal, onde as vítimas foram encontradas dentro de uma cacimba concretada.
A decisão do adiamento foi assinada pelo juiz de Direito Alberto de Almeida, responsável pelo processo na 5ª Vara da Comarca de Arapiraca, que redesignou a sessão plenária do Tribunal do Júri para o dia 25 de agosto de 2026, às 9h.
De acordo com o despacho judicial, o adiamento ocorreu em virtude da necessidade de readequação de pauta, conforme certidão anexada ao processo. Com a mudança, o sorteio dos 25 jurados e suplentes necessários para compor o Conselho de Sentença foi remarcado para o dia 13 de julho de 2026, também às 9h.
As vítimas foram Letícia da Silva Santos, de 20 anos; Lucas da Silva Santos, de 15 anos; Joselene de Souza Santos, de 17 anos; e Erick Juan de Lima Silva, de 20 anos. Todos foram assassinados com disparos de arma de fogo na cabeça.
As investigações foram iniciadas após familiares comunicarem o desaparecimento das vítimas. A polícia localizou os corpos cerca de uma semana depois, após diligências realizadas em uma área apontada por testemunhas como palco de disparos registrados dias antes.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas, há elementos suficientes de autoria e materialidade delitiva para submeter os acusados ao Tribunal do Júri. O processo aponta que, após uma discussão motivada por conflitos pessoais e desentendimentos, os quatro jovens teriam sido executados e, posteriormente, seus corpos ocultados com o auxílio de terceiros.
Além das acusações relacionadas aos homicídios e à ocultação de cadáver, o processo também inclui crimes ligados à posse irregular de armamento e infrações ambientais, após a apreensão de armas, munições e animais mantidos clandestinamente em cativeiro durante o cumprimento de mandados judiciais.
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