Valor pedido por Flávio para filme de Bolsonaro supera o orçamento de vencedores do Oscar

Por Redação, com Jovem Pan 14/05/2026 08h08
Por Redação, com Jovem Pan 14/05/2026 08h08
Valor pedido por Flávio para filme de Bolsonaro supera o orçamento de vencedores do Oscar
Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução

O valor acertado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, ex-dono do banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, produção que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem previsão de lançamento para 11 de setembro de 2026, supera o orçamento de filmes de grande filmes de Hollywood, incluindo vencedores recentes do Oscar de Melhor Longa Metragem. A cifra também é maior do que as de todos os filmes nacionais lançados até hoje.

As mensagens indicam uma negociação na qual Vorcaro se comprometeu a repassar 24 milhões de dólares (cerca de R$ 134 milhões na época) para o financiamento de “Dark Horse”. As informações foram reveladas pelo site The Intercept Brasil. Ainda segundo a reportagem, cerca de R$ 61 milhões chegaram a ser repassados por Vorcaro ao longa.

O valor supera por muito os orçamentos das produções nacionais “Ainda Estou Aqui”, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2024, e “O Agente Secreto”, indicado em 4 categorias na última cerimônia. O longa dirigido por Walter Salles custou cerca de R$ 45 milhões, enquanto o protagonizado por Wagner Moura teve orçamento de R$ 28 milhões.

O dinheiro prometido por Vorcaro supera, inclusive, os orçamentos de três produções que levaram recentemente o Oscar de Melhor Longa Metragem: “Moonlight” (2016), custou cerca de US$ 1,5 milhão (R$ 14,3 milhões em valores corrigidos pela inflação; “Parasita” (2019), teve orçamento de cerca de US$ 11 milhões (R$ 91 milhões); já “Anora” (2024), teve custo de produção de US$ 6 milhões (R$ 32 milhões).

Sound of Freedom, também protagonizado por Jim Caviezel e que fez sucesso com o público conservador teve orçamento de R$ 75 milhões, também em valores corrigidos.

Em um comunicado divulgado à imprensa, Flávio defendeu a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o escândalo sobre o Master. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet”, escreveu.

O presidenciável disse que conheceu Vorcaro em 2024, antes das revelações sobre o banco. “Quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, acrescentou.