Justiça mantém decisão e nega pedido de prisão preventiva de casal investigado pela morte de esteticista em AL

Por Redação com agências 13/05/2026 13h01
Por Redação com agências 13/05/2026 13h01
Justiça mantém decisão e nega pedido de prisão preventiva de casal investigado pela morte de esteticista em AL
Caso Pollyana - Foto: Reprodução



A Justiça de Alagoas rejeitou o recurso apresentado pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) que pedia a prisão preventiva de Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição, investigados pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna. O casal é proprietário de uma comunidade terapêutica localizada em Marechal Deodoro e já está preso por suspeitas de tortura e estupro contra outros internos da instituição.

No recurso, o MP argumentou que Cláudia procurou a comunidade em busca de tratamento para dependência química, acreditando que receberia acolhimento e assistência adequada. Segundo o órgão, porém, a vítima teve seus direitos violados dentro da instituição, em uma situação considerada incompatível com a proposta de cuidado e recuperação oferecida.

Apesar das alegações, a juíza Fabíola Melo Feijão manteve a decisão anterior e entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a prisão preventiva dos acusados neste processo. Na avaliação da magistrada, o pedido do Ministério Público estava fortemente baseado na repercussão social do caso, sem comprovação de riscos concretos, como ameaça às testemunhas ou possibilidade de fuga.

De acordo com a denúncia, Maurício Anchieta e Jéssica da Conceição respondem por homicídio qualificado, tortura e cárcere privado qualificado. As defesas dos dois negam as acusações.

A tia da vítima, Soraya Pollyanne dos Santos Farias, também é ré no processo por cárcere privado. O MP sustenta que ela teria atuado em conjunto com os demais acusados para manter Cláudia internada contra a própria vontade. A defesa dela também contesta as acusações.