Jovem apreendido por ameaças contra Felca em Arapiraca é alvo de novo mandado após investigação internacional

Por Redação 11/05/2026 09h09 - Atualizado em 11/05/2026 10h10
Por Redação 11/05/2026 09h09 Atualizado em 11/05/2026 10h10
Jovem apreendido por ameaças contra Felca em Arapiraca é alvo de novo mandado após investigação internacional
Polícia Civil - Foto: Assessoria

O jovem que havia sido apreendido por ameaças contra o influenciador Felca e outros crimes, em Arapiraca, voltou a ser alvo de mandado de busca e apreensão após agências de segurança dos Estados Unidos repassarem informações sobre o envolvimento dele na disseminação de conteúdos discriminatórios, homofóbicos e com apologia ao nazismo nas redes sociais. A ação foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Delegacia Especial da Criança e do Adolescente e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, no último sábado (9).

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (11), o jovem é maior de idade atualmente e teria cometido os crimes quando tinha 17 anos. 

Ele havia sido apreendido durante uma operação realizada em agosto de 2025 e, na ocasião, a Justiça decretou sua internação provisória. "Após cumprir medida socioeducativa e ser colocado em liberdade, o investigado voltou a usar redes sociais, fóruns e plataformas digitais para disseminar mensagens discriminatórias, conteúdos de intolerância religiosa, homofobia e apologia ao nazismo", afirmou a Polícia Civil.

As investigações identificaram atos preparatórios relacionados a possíveis práticas terroristas, resultando no acompanhamento internacional do caso. Após a chegada das informações ao país, a Vara da Infância e Juventude de Arapiraca determinou a internação provisória pelo prazo inicial de 45 dias.

"Segundo o delegado Felipe Caldas, o jovem possuía conhecimento avançado em tecnologia e facilidade para se comunicar em outros idiomas, mas utilizava essas habilidades para disseminar conteúdos criminosos e de ódio nas redes sociais. O comportamento dele seguirá sendo acompanhado durante o período de internação, podendo haver reavaliação judicial conforme a evolução do caso", destacou a PCAL.