Mãe PCD e com filho autista emociona ao relatar rotina de superação e amor em Arapiraca
Ser mãe é, para muitas mulheres, a tradução do amor incondicional, como é o caso da arapiraquense Maria Rosiene de Lima, conhecida como Henny, a maternidade ganhou um significado ainda mais profundo: resistência, coragem e superação diária.
Aos 46 anos, ela carrega uma história marcada por desafios que poderiam ter interrompido sonhos, mas que se transformaram em combustível para seguir em frente e viver intensamente sua missão de mãe.
Mulher com deficiência física, após ter a perna amputada ainda na adolescência, ela convive diariamente com as limitações impostas pelo uso da prótese. Além de enfrentar um tumor na hipófise e os impactos que a condição traz para sua saúde. Ainda assim, nunca permitiu que as dificuldades definissem quem ela é.
“Ser mãe para mim é amor, determinação e amar sem medida. Eu amo meu filho sem medida e daria a minha vida por ele”, resume Henny.
O sonho da maternidade veio acompanhado de muitos obstáculos, pois, ainda durante a gravidez, enquanto se preparava para a chegada do filho, Henny também enfrentava a missão de cuidar do pai, que faleceu há pouco mais de seis meses, além de seguir dando assistência à mãe idosa, que possui dificuldades de locomoção. A rotina exigia idas ao hospital, cuidados intensos, força física e emocional para conciliar tudo.
Seu maior presente é Eduardo, hoje com 7 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 1 de suporte.
Henny conta que percebeu cedo alguns sinais, ainda nos primeiros anos de vida de Eduardo. “Ele mamava e não olhava nos meus olhos. Depois começou a andar na pontinha dos pés, empilhava carrinhos, sandálias e não falava nem ‘mamãe’. Diziam que cada criança tem seu tempo, mas eu sentia que tinha algo diferente.”
O diagnóstico trouxe respostas, mas também novos desafios. Embora muitas pessoas associem o nível 1 a algo “leve”, Henny reforça que a realidade é diferente. “As pessoas dizem que é leve, mas não é. Ele tem crises, sente dores fortes, principalmente à noite. Às vezes acorda chorando, se joga no chão e diz que sente uma agonia. É muito difícil.”
As noites, segundo ela, são especialmente delicadas. Uma vez que ela retira a prótese e fica com a mobilidade reduzida, tornando ainda mais desafiador acolher o filho quando ele precisa de colo, carinho e segurança. “Mesmo sem conseguir andar, eu abraço, balanço, faço o que for preciso. Eles precisam de muito amor.”
A maternidade atípica ensinou a ela uma das maiores virtudes: a paciência. Mais do que isso, mostrou que o amor é capaz de romper qualquer barreira física. Apesar de sua deficiência e do diagnóstico do filho, Henny deixa claro que isso não a impede de ser feliz e de seguir lutando. Mesmo diante da exaustão, Henny conta que não desistiu.
“Eu convivo com tudo isso. Supero minhas limitações todos os dias. Não sou infeliz. Sou feliz e muito grata por ser mãe.”
Neste Dia das Mães, sua mensagem ecoa como um abraço para tantas outras mulheres que enfrentam desafios semelhantes. “Não desistam de ser mãe. Ser mãe é um dom de Deus, é fé, coragem e amor. Se esse é o seu sonho, lute por ele. Fácil não é, mas vale cada esforço", conclui.
Últimas Notícias
Rock in Rio: segurança terá mais de 7 mil agentes, além de drones
Ator Samuel Monroe Jr. morre aos 52 anos em decorrência de meningite
Bandeira tarifária de energia permanecerá amarela em setembro
Homem morre após sofrer queda e bater a cabeça no bairro Manoel Teles, em Arapiraca
Rei de Uganda, que foi monarca mais jovem do mundo, morre aos 34 anos
Vídeos mais vistos
Bate-papo com jovens na Casa Nezinho
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Entrega de ginásio poliesportivo na Lagoa do Rancho
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca

