Crochê transforma a vida de estudantes em Palmeira dos Índios
Estudantes do ensino médio estiveram no Centro de Inovação de Jaraguá para apresentarem o resultado final de pesquisas financiadas com bolsas do Programa de Bolsas de Iniciação Científica Júnior (Pibic Jr). Entre tantos projetos, um chamou a atenção pela delicadeza e impacto: o "Clube do Crochê", da Escola Estadual Almeida Cavalcanti, de Palmeira dos Índios.
O projeto, que integra a trilha de "Iniciação à Inovação e ao Empreendedorismo", é a prova viva de que a ciência na escola pública não precisa estar apenas em tubos de ensaio: ela pode estar na ponta dos dedos e na valorização da cultura local. Nesta reportagem especial, conheceremos um pouco mais desta iniciativa que começou como uma atividade de relaxamento e hoje é fonte de renda para as jovens, chamando atenção da plataforma de comércio eletrônico Shopee.
Do relaxamento ao protagonismo
O que hoje é um modelo de empreendedorismo social nasceu de uma observação atenta no cotidiano escolar. A professora e coordenadora do projeto, Josefa Mônica, percebeu que o crochê já era um refúgio para as alunas durante o "clube juvenil", atividade do ensino médio integral onde os estudantes se organizam para explorar interesses que tenham em comum.
Inicialmente, o clube surgiu como uma forma de relaxamento. Na hora do clube juvenil, as alunas, que estudam no ensino médio integral, se reuniram. Algumas já dominavam o crochê, outras decidiram começar e aprender. “Vendo o interesse delas, escrevi o projeto no Pibic Jr , sendo selecionado com a intenção de desenvolver, além das competências socioemocionais, o empreendedorismo na escola. E deu certo", relembra Josefa.
Ao todo, 12 alunas, sendo 10 bolsistas e 2 voluntárias, mergulharam nessa jornada. O grupo, formado por nomes como Ana Beatriz, Joana Kézia, Samara Victória e outras jovens talentosas passou a ver o artesanato não apenas como herança cultural, mas como uma ciência exata de paciência e foco.
Concentração e calma
Para as estudantes, o impacto foi imediato na saúde mental. Em um mundo cada vez mais acelerado e digital, o tempo lento do crochê trouxe um equilíbrio necessário. Samara Victória, uma das bolsistas do projeto, descreve com maturidade o aprendizado que leva para a vida.
"Participar do clube me ajudou muito no desenvolvimento da concentração. No início, eu tinha como um passatempo, mas aprendi a valorizar o passo a passo. Cada ponto me ensinou que grandes resultados levam tempo e que errar faz parte do processo de criação", explica Samara.
A estudante vai além e conecta a atividade manual com o desempenho escolar. "A paciência que se exerce fazendo o crochê reflete diretamente no desempenho em outras matérias. O crochê me deixa mais calma, focada para aprender coisas novas. Tornou-se um espaço de tranquilidade em meio à rotina corrida dos estudos", complementa.
Empreendedorismo
O "Clube do Crochê" não parou na produção das peças. O projeto abraçou a inovação ao ensinar marketing digital e criação de canais de vendas on-line. As peças, produzidas semanalmente, ultrapassaram os muros da escola, chegaram a eventos como o Sigma Festival e chamaram a atenção até da Shopee. Recentemente, as crocheteiras participaram de formação oferecida pelo programa Alagoas Feita à Mão para inserção de peças de artesãos alagoanos na plataforma de comércio eletrônico e saíram com suas carteiras de artesãs.
A conquista da carteira de artesã abre novos horizontes para as estudantes trazendo a formalização de uma profissão e a garantia de visibilidade. "Elas já estão comercializando aqui na cidade de Palmeira dos Índios e fora também. Para mim, foi gratificante abrir as portas por meio do PIBIC Jr para que elas aprendessem outra forma de geração de renda alinhada à escola", comemora a coordenadora Josefa Mônica.
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