Empresário acusado de incendiar apartamento de ex é considerado foragido após quase 1.500 descumprimentos de ordens judiciais

Por Redação com agências 06/05/2026 13h01
Por Redação com agências 06/05/2026 13h01
Empresário acusado de incendiar apartamento de ex é considerado foragido após quase 1.500 descumprimentos de ordens judiciais
Incêndio em apartamento - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas decretou a prisão preventiva de um empresário investigado por incendiar o apartamento da ex-companheira no bairro da Ponta Verde, em Maceió, em fevereiro de 2025. A decisão foi tomada pela 8ª Vara Criminal da Capital na última segunda-feira (4).

De acordo com a Polícia Civil, equipes já realizam diligências para cumprir o mandado judicial, sob coordenação da delegada responsável pelo caso.

Segundo informações presentes no processo, a vítima e seus familiares passaram a viver sob constante medo desde que o investigado foi colocado em liberdade. Mesmo com medidas protetivas em vigor, ele teria descumprido as determinações judiciais de forma reiterada, chegando a quase 1.500 violações registradas.

Relatórios também apontam falhas frequentes no monitoramento da tornozeleira eletrônica utilizada pelo suspeito, o que levantou a suspeita de possível uso de dispositivos para bloquear o sinal e evitar a fiscalização. Em uma das situações mais graves, vítima e investigado estiveram no mesmo local sem que o sistema de alerta fosse acionado.

Durante o andamento do processo, foi constatado ainda que o empresário passou a residir a menos de 700 metros da casa da vítima, o que intensificou o clima de insegurança. A partir disso, os acionamentos do botão de pânico se tornaram constantes, especialmente durante a noite, evidenciando o estado de vigilância permanente e o abalo emocional enfrentado pela vítima.

Os relatos indicam que, além das violações, houve uma escalada na violência psicológica, com tentativas de intimidação e controle, mesmo diante das restrições impostas pela Justiça.

Após meses de denúncias e registros de descumprimento, a prisão preventiva foi finalmente autorizada. No entanto, conforme apurado, o investigado retirou a tornozeleira eletrônica e é considerado foragido.