'Nojo de já ter metido a boca no seu prikito', disse homem preso por ameaçar ex em Goiás
O homem que foi acordado e preso após ameaçar a ex-mulher e o atual namorado dela enviou mensagens de áudio com ofensas e intimidações. Em uma delas, ele disse: “Vou até no hospital, tô é com nojo de já ter metido minha boca no seu prikito [nome usado para se referir à vagina]”.
Preso nessa quinta-feira (16/4) por policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal, ele agrediu os agentes com socos e desobedeceu ordens policiais.
Nos áudios em que a coluna Na Mira teve acesso, em um deles, ele xinga a ex-mulher: “Abri a loja agorinha e vou pegar aquela carniça lá. Tu não é puta? E outra, tua maquinha, não sei aonde foi parar não”.
Em outra mensagem, o investigado ameaça: “Eu sou é homem. Fica bem longe de mim. Eu não quero trombar com você — nunca na minha vida — nem com você e nem com esse bicho aí. Sua desgraça! Não precisava ter feito isso comigo não”.
“Filho, acorda, é a polícia”
Ele foi preso em Valparaíso (GO) por descumprir medida protetiva. A mãe tentou acordá-lo: “Filho, acorda, é a polícia”. Deitado embaixo das cobertas, ele insistiu em desobedecer os agentes, enquanto ela o orientava a cumprir as determinações: “Qual foi, seu polícia? O que tá acontecendo aqui? Vou deitar não, senhor”.
Mesmo com as orientações dos agentes, ele os agrediu com socos. Diante da situação, foi necessário o uso moderado da força e algemas para contê-lo.
Após ser detido, continuou proferindo xingamentos contra os policiais e novas ameaças à vítima, como “vou voltar com mais ódio, sua vagabunda”, demonstrando total desprezo pelas determinações judiciais.
Com antecedentes criminais, o homem foi preso em flagrante e autuado por descumprimento de medidas protetoras de urgência, ameaça e resistência à ação policial.
Ele mantinha relacionamento com a vítima há cerca de dois meses, marcado por comportamento agressivo, ciúmes excessivos e atitudes de controle.
Após o término, passou a persegui-la e ameaçá-la reiteradamente, mesmo ciente das restrições judiciais, causando temor constante.
Prisão
O homem foi encaminhado à unidade policial, onde foram adotadas as providências legais cabíveis. A autoridade policial representará por medidas adicionais, visando reforçar a proteção da vítima, inclusive com possibilidade de monitoramento eletrônico do agressor.
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