Falso PM cria batalhão fake e faz 200 'recrutas' trabalharem de graça em Minas Gerais

Por Redação, com Correio 16/04/2026 10h10 - Atualizado em 16/04/2026 10h10
Por Redação, com Correio 16/04/2026 10h10 Atualizado em 16/04/2026 10h10
Falso PM cria batalhão fake e faz 200 'recrutas' trabalharem de graça em Minas Gerais
Farda teria custado cerca de R$ 800 - Foto: Reprodução

Um homem é investigado por criar um falso batalhão e recrutar mais de 200 pessoas com promessas de carreira militar em Sabará (MG). Segundo as investigações, as vítimas eram submetidas a uma rotina com regras simuladas, cobranças financeiras e trabalho sem remuneração. As informações são do Metrópoles.

O caso veio à tona após o suspeito ser preso em flagrante no início deste mês, ao tentar aplicar um novo golpe envolvendo uma escola pública.

De acordo com relatos, o homem se apresentava como tenente-coronel da Polícia Militar, utilizando uniforme e documentos falsos para dar credibilidade ao esquema. No suposto batalhão, ele impunha práticas inspiradas no meio militar, como continência obrigatória, treinamentos e punições financeiras.

Uma das vítimas, a diarista Tatiane Martins, de 32 anos, afirmou que os participantes trabalharam por meses sem receber salário. 

Segundo ela, também eram cobrados valores por fardas, cursos e alimentação, sob promessa de reembolso e contratação formal, o que não ocorreu.

Os depoimentos indicam ainda que o suspeito firmava contratos, mas não entregava cópias aos participantes, além de prometer benefícios como plano de saúde e auxílios que nunca foram concedidos. Há também denúncias de maus-tratos a animais no local onde funcionava o falso batalhão.

O homem também teria tentado aplicar um golpe em uma empresa de excursões escolares, se passando por capelão da Força Aérea Brasileira e oferecendo uma suposta doação para custear passeios de estudantes. A fraude foi identificada por uma advogada, que acionou a polícia.

Apesar da prisão em flagrante, o homem foi liberado após o registro por falsidade ideológica, já que não houve prejuízo financeiro consumado nesse caso específico.

Com a repercussão, outras pessoas procuraram a polícia relatando situações semelhantes. O caso segue sob investigação.
Especialistas alertam que promessas de ingresso em carreiras públicas sem concurso são irregulares. Pela Constituição Federal, o acesso a cargos públicos deve ocorrer por meio de concurso.