Laudo confirma morte cruel do elefante-marinho Leôncio por ação humana em Alagoas

Por Redação 01/04/2026 18h06 - Atualizado em 01/04/2026 19h07
Por Redação 01/04/2026 18h06 Atualizado em 01/04/2026 19h07
Laudo confirma morte cruel do elefante-marinho Leôncio por ação humana em Alagoas
Elefante-marinho Leôncio - Foto: Cortesia

O laudo da necropsia realizada no elefante-marinho conhecido como "Leôncio" confirmou que o animal foi brutalmente abatido em Alagoas. 

De acordo com os exames detalhados pelo biólogo Bruno Stefanis, diretor-executivo do Instituto de Conservação Biota, o mamífero sofreu ferimentos gravíssimos na região do rosto e da cabeça, que resultaram na quebra total do osso da bochecha, tecnicamente chamado de osso zigomático. 

A análise técnica revelou que a fratura tinha uma superfície reta e um leve afundamento, o que comprova que o golpe não foi acidental, mas sim desferido com um instrumento pesado e afiado, como um facão ou machado, que corta e esmaga ao mesmo tempo. 

Bruno Stefanis ressaltou a crueldade do ato ao afirmar que "o animal foi abatido e apresentava vários sinais de agressão com objeto cortante".

Um dos detalhes mais chocantes revelados pela perícia foi a presença de acúmulo de sangue nos tecidos atingidos pela fratura. 

Essa evidência biológica confirma que o coração do animal ainda batia no momento dos golpes, provando que ele estava vivo enquanto era mutilado. O biólogo destacou a gravidade das lesões, relatando que "as agressões foram tão violentas que vários ossos do animal foram cortados e mutilados", confirmando o sofrimento extremo do animal durante o ataque.

No momento do crime, Leôncio estava em um período biológico de troca de pele e pelos, um processo que dura de uma a quatro semanas e exige que o animal permaneça fora da água para manter o calor do corpo. Por conta disso, ele estava em uma condição vulnerável, apresentando-se lento e sem condições de fuga. 

Até ser visto pela última vez na sexta-feira (27), o elefante-marinho era monitorado diariamente e exibia um comportamento saudável. O resultado oficial da necropsia será agora protocolado junto ao Ministério Público de Alagoas, servindo como base técnica para que os responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos.