Laudo confirma morte cruel do elefante-marinho Leôncio por ação humana em Alagoas
O laudo da necropsia realizada no elefante-marinho conhecido como "Leôncio" confirmou que o animal foi brutalmente abatido em Alagoas.
De acordo com os exames detalhados pelo biólogo Bruno Stefanis, diretor-executivo do Instituto de Conservação Biota, o mamífero sofreu ferimentos gravíssimos na região do rosto e da cabeça, que resultaram na quebra total do osso da bochecha, tecnicamente chamado de osso zigomático.
A análise técnica revelou que a fratura tinha uma superfície reta e um leve afundamento, o que comprova que o golpe não foi acidental, mas sim desferido com um instrumento pesado e afiado, como um facão ou machado, que corta e esmaga ao mesmo tempo.
Bruno Stefanis ressaltou a crueldade do ato ao afirmar que "o animal foi abatido e apresentava vários sinais de agressão com objeto cortante".
Um dos detalhes mais chocantes revelados pela perícia foi a presença de acúmulo de sangue nos tecidos atingidos pela fratura.
Essa evidência biológica confirma que o coração do animal ainda batia no momento dos golpes, provando que ele estava vivo enquanto era mutilado. O biólogo destacou a gravidade das lesões, relatando que "as agressões foram tão violentas que vários ossos do animal foram cortados e mutilados", confirmando o sofrimento extremo do animal durante o ataque.
No momento do crime, Leôncio estava em um período biológico de troca de pele e pelos, um processo que dura de uma a quatro semanas e exige que o animal permaneça fora da água para manter o calor do corpo. Por conta disso, ele estava em uma condição vulnerável, apresentando-se lento e sem condições de fuga.
Até ser visto pela última vez na sexta-feira (27), o elefante-marinho era monitorado diariamente e exibia um comportamento saudável. O resultado oficial da necropsia será agora protocolado junto ao Ministério Público de Alagoas, servindo como base técnica para que os responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos.
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