Fifa é acusada na Europa por preços abusivos de ingressos da Copa
A Federação Europeia de Torcedores apresentou uma queixa formal à Comissão Europeia contra a Fifa por causa dos preços considerados abusivos dos ingressos para a Copa do Mundo de 2026 e pela falta de transparência no processo de venda.
Em parceria com a Euroconsumers, organização que representa consumidores em vários países europeus, a entidade acusa a Fifa de abuso de posição dominante no mercado. Segundo as organizações, a entidade máxima do futebol teria imposto condições que não seriam aceitas em um ambiente competitivo.
A federação afirma que já havia tentado abrir diálogo com a Fifa em dezembro, pedindo medidas que respeitassem o caráter cultural e popular do torneio. Sem avanço, decidiu levar o caso à legislação europeia de concorrência.
Na denúncia, as entidades pedem o fim da política de preços dinâmicos, o congelamento dos valores anunciados anteriormente e maior transparência, incluindo a divulgação da quantidade de ingressos disponíveis em cada categoria com pelo menos 48 horas de antecedência.
O documento também aponta uma série de irregularidades. Entre elas, os preços elevados, considerados muito acima das edições anteriores. Segundo as entidades, os ingressos mais baratos para a final chegam a custar mais de 4 mil dólares, valor mais de sete vezes superior ao praticado na Copa de 2022, no Catar.
As organizações também criticam a divulgação de ingressos a preços mais baixos que, segundo elas, já estariam praticamente esgotados antes mesmo da abertura oficial das vendas ao público.
Outro ponto questionado é a falta de clareza na compra. De acordo com a queixa, o torcedor não tem garantia sobre localização dos assentos, disposição nos estádios ou até mesmo sobre quais equipes irão jogar no momento da compra.
A denúncia ainda menciona o uso de práticas agressivas de venda e a cobrança de uma taxa de 15% sobre a revenda de ingressos, o que também foi alvo de críticas das entidades.
O caso agora será analisado pela Comissão Europeia, que poderá decidir se abre uma investigação formal contra a Fifa.
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