Corpo encontrado esquartejado é de corretora gaúcha que estava desaparecida em Florianópolis

Por Redação com G1 13/03/2026 13h01
Por Redação com G1 13/03/2026 13h01
Corpo encontrado esquartejado é de corretora gaúcha que estava desaparecida em Florianópolis
Luciani Aparecida Estivalet Freitas está desaparecida em Florianópolis - Foto: Redes sociais/ Reprodução

O corpo encontrado esquartejado em Major Gercino (SC), na tarde de quarta-feira (11), é da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, que estava desaparecida em Florianópolis. A informação foi confirmada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (13), que detalhou que há cinco suspeitos de envolvimento no crime, tratado como latrocínio. Todos eles moram no mesmo residencial que a vítima.

A investigação chegou até eles após registro de boletim de ocorrência feito pela família na segunda-feira (9). A partir disso, a polícia identificou compras feitas no CPF de Luciani e prendeu inicialmente por receptação uma mulher de 47 anos, encontrada com pertences da vítima. No termo de audiência de custódia, obtido pela NSC TV, ela negou participação no crime.

O g1 tenta contato com a defesa dela. O nome dos demais investigados não foram revelados, mas a polícia revelou que os outros suspeitos são: dois irmãos, de 27 e 14 anos, a mãe dele, e uma mulher de 30 anos.

O homem de 27 anos e a mulher de 30, que seriam companheiros, também foram presos pela polícia. Eles foram localizados na quinta-feira (12) em Gravataí (RS). A polícia não revelou se o adolescente e a mãe estão detidos.

A distância entre Major Gercino e Florianópolis é de cerca de 100 quilômetros. A investigação agora busca identificar onde e como a vítima foi morta e qual o trajeto feito pelos suspeitos até o local onde o corpo foi descartado.

Desaparecimento e carro levado

Conforme o delegado Anselmo Cruz, responsável pela investigação, o corpo da corretora foi avistado por moradores no córrego ainda na segunda-feira (9). Dois dias depois, na quarta (11), a Polícia Militar foi acionada e o retirou do local.

A vítima morava sozinha na capital, na região da Praia do Santinho, e estava desaparecida desde 5 de março, quando foi vista pela última vez, segundo a Polícia Civil.

A família da gaúcha registrou o caso na polícia após desconfiar de que alguém estaria se passando por ela no celular ao notar erros de português nas mensagens.

Ao mesmo tempo, o irmão foi até o apartamento de Luciani e encontrou o imóvel com muita comida estragada na cozinha e louça suja acumulada na pia, com restos de alimentos, o que indica que não havia ninguém no local havia dias.

Como a polícia chegou até o residencial

Ao monitorar as transações feitas no CPF de Luciani após o registro do desaparecimento, os agentes encontraram o adolescente investigado fazendo a retirada das mercadorias compradas em uma loja e constataram que ele era vizinho de Luciani. Entre os itens comprados no nome da corretora estavam TV, controle de videogame e um conjunto arco e flecha.

O adolescente disse em depoimento que os produtos seriam destinados ao irmão, que ao longo da investigação, a polícia o identificou como foragido por outro latrocínio, ocorrido em 2022.

"Também foi identificado que o irmão do adolescente, de 27 anos de idade, estava foragido do Estado de São Paulo, por ter cometido um latrocínio em 2022, na cidade de Laranjal Paulista, quando o proprietário de uma padaria foi morto com um tiro na cabeça", diz a nota da delegacia.

Os agentes foram até o residencial, onde encontraram Ângela, que se apresentou como responsável pelo local. O carro de Luciani, um HB20, também foi encontrado na pousada.

Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia.

"Os policiais ainda descobriram pertences da vítima, como notebook e televisão, além de mercadorias compradas, escondidos em outro apartamento, que estava desocupado e trancado, e estava sob responsabilidade da mulher", completou nota da corporação.

Ângela disse na delegacia que os itens achados no apartamento desocupado foram colocados no local após o pedido de um inquilino.