Erika Hilton processa Ratinho por transfobia e pede R$ 10 milhões
Nesta quarta-feira (11), o apresentar Ratinho decidiu atacar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) ao comentar que a parlamentar foi eleita como Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ela recebeu 11 votos favoráveis no segundo turno de votação e alcançou a maioria simples dos votos.
Em seu programa no SBT, a comunicador disparou: "Ela não é mulher, ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher", disse. Ratinho também atacou a drag queen Pabllo Vittar, mesmo a artista não estando relacionada ao assunto.
Após a repercussão das falas consideradas preconceituosas, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o MPF (Ministério Público Federal) para investigar o apresentador e a emissora. Além do inquérito civil, a parlamentar pede a abertura de uma ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados à população trans e travesti.
Segundo o documento encaminhado ao MPF, o apresentador negou reiteradamente a identidade de gênero da deputada ao comentar sua eleição como presidente de uma comissão na Câmara. A representação sustenta que a conduta ultrapassa uma ofensa individual e atinge coletivamente mulheres trans e travestis ao negar a legitimidade de sua identidade de gênero e reforçar preconceitos. O texto destaca ainda que discursos desse tipo, quando veiculados por comunicadores de grande audiência, contribuem para legitimar a discriminação e agravar a vulnerabilidade social de pessoas trans no Brasil.
A equipe da parlamentar informou que o valor pedido da indenização será destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com destinação a projetos e organizações de defesa dos direitos de mulheres trans, travestis e cisgênero vítimas de violência de gênero, especialmente as que se encontram em situação de vulnerabilidade.
A representação também destaca que é necessário que o apresentador e a emissora sejam obrigados a veicular retratação pública sobre o conteúdo transmitido em horário nobre e com duração equivalente ao da fala discriminatória.
Vale destacar que transfobia é crime no Brasil, equiparado ao racismo. Desde junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, que os atos de homofobia e transfobia se enquadram na Lei de Racismo (Lei 7.716/1989).
Últimas Notícias
Cacique Raoni, de 94 anos, recebe cuidados paliativos em Mato Grosso
Nunca pensei que ia perder meu filho assim, lamenta mãe após criança de 2 anos morrer atropelada em Maceió
Cortejo do Bulba leva Ccultura às ruas da Ilha do Ferro e abre jornada do Primavera Cultural por Alagoas
“Celulite de TPM”: por que os furinhos podem parecer mais evidentes antes da menstruação?
Coveiro reclama após limpeza de cemitério retirar cruzes de covas
Vídeos mais vistos
Ministro dos Transportes vistoria obras do VLT em Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Julgamento de escultor, em Arapiraca
Prefeitura entrega óculos em Arapiraca

