Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morre aos 58 anos

Por Redação, com UOL 08/03/2026 17h05
Por Redação, com UOL 08/03/2026 17h05
Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morre aos 58 anos
Marcelo - Foto: Tati Wexler

O músico Marcelo Pretto, integrante do grupo Barbatuques, morreu na madrugada de hoje, aos 58 anos, em São Paulo.

Marcelo morreu em decorrência de complicações do diabetes. Conhecido pelos colegas e amigos como Mitsu, ele estava internado no Hospital Alvorada, em Moema, na Zona Sul da cidade. As informações foram confirmadas pelo grupo Barbatuques, em nota.

O músico estava internado desde o dia 18 de fevereiro com um quadro de convulsões, parada cardíaca e infecção. Ele havia sido intubado e sedado. No ano passado, Marcelo já havia amputado um pé.

Chico César lamentou a morte do músico. "Poxa? muito querido e artista imenso. Voz de muitas sutilezas e possibilidades: do sussurro ao trovão. Adeus, amigo", escreveu, nos comentários da publicação do grupo sobre o falecimento de Marcelo. "Luz e paz para o Mitsu!", escreveu a cantora Monica Salmaso.

O grupo Barbatuques destacou a importância de Pretto para a trajetória do grupo e para a pesquisa da música brasileira. "Marcelo deixa um legado artístico imenso, que vai muito além de sua participação no Barbatuques. Pesquisador da música e das manifestações culturais populares da música brasileira, Mitsu foi uma fonte de inspiração para nós".

O Barbatuques se tornou um dos grupos mais reconhecidos do país por seu trabalho pioneiro com percussão corporal. Fundado em São Paulo nos anos 1990, o grupo apresenta uma técnica que transforma o próprio corpo em instrumento musical. Ao longo de mais de duas décadas, o coletivo ajudou a popularizar essa linguagem no Brasil e no exterior, combinando música, educação e pesquisa sonora em shows, oficinas e projetos pedagógicos.

Dentro desse universo, Marcelo Pretto teve papel central. Cantor, compositor e pesquisador, ele participou da construção da identidade musical do grupo, marcada pela mistura entre experimentação rítmica e referências da cultura popular brasileira. Sua voz e presença de palco se tornaram elementos marcantes das apresentações do Barbatuques, que também ganhou projeção internacional com trilhas para cinema, espetáculos e projetos educativos.