Irmã relata como reagiu ao encontrar o irmão assassinado dentro do banheiro, em Palmeira dos Índios
A irmã do jovem de 23 anos, identificado como Bruno da Silva Cavalcante, encontrado morto dentro do banheiro de casa, no Conjunto Brivaldo Medeiros, em Palmeira dos Índios, na noite de ontem, domingo, 22, relatou o caso para uma rádio local. Bruno foi encontrado com marcas de tiros e no local havia bastante sangue.
De acordo com informações repassadas pela família, ele foi atingido por dois disparos na cabeça. A área foi isolada para os trabalhos da perícia, e o corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal de Arapiraca. O Instituto de Criminalística também esteve no local realizando os procedimentos técnicos.
Em entrevista, a irmã da vítima, Bruna, relatou que havia saído de casa no fim da tarde após uma discussão envolvendo Bruno. Segundo ela, o jovem estava alterado, sob efeito de álcool e drogas, e teria se envolvido em um desentendimento horas antes do crime.
“Eu saí de casa por volta das quatro ou cinco da tarde. Ele estava agitado, tinha discutido. Mandei ele tomar banho, se acalmar, mas preferi sair porque tenho uma filha pequena e fiquei com medo de ele fazer alguma besteira”, contou.
Ainda conforme o depoimento, Bruno teria sido ameaçado mais cedo, enquanto bebia nas proximidades da residência. A ameaça, segundo ela, não partiu do irmão — com quem ele também discutiu naquele dia — mas de outras pessoas do bairro.
Quando retornou para casa, por volta das 21 horas, Bruna se deparou com uma cena que descreveu como devastadora. “A porta estava aberta. Vi a sandália jogada, o boné, a camisa rasgada. Achei que ele estivesse no quarto. Quando olhei no banheiro, ele estava lá, muito sangue. Já não tinha mais vida”, relatou, emocionada.
Segundo a irmã, não havia sinais de arrombamento ou objetos quebrados dentro da casa. Também não foi encontrada arma no local. A suspeita é de que o autor — ou autores — tenham entrado na residência e executado o jovem no banheiro. Nenhum vizinho relatou ter ouvido disparos ou movimentação suspeita no horário aproximado do crime.
“Eu sempre aconselhava, dizia para se afastar de certas amizades, mas não tinha jeito. Ele vivia no mundo, eu não sei se devia alguém, não sei o que pode ter acontecido”, desabafou Bruna.
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