Projeto Corais avança na restauração de recifes marinhos em Maragogi, Maceió, Marechal Deodoro e Paripueira
Os recifes marinhos em Alagoas estão passando por um processo inédito de preservação ambiental com o avanço do Projeto Corais de Alagoas, iniciativa que monitora, cultiva e restaura áreas degradadas nos municípios de Maragogi, Maceió, Marechal Deodoro e Paripueira.
A ação entrou na fase de cultivo e replantio de colônias saudáveis, com o objetivo de ampliar a cobertura de corais vivos e fortalecer a sustentabilidade ambiental no litoral alagoano.
Desenvolvido há cerca de um ano, o projeto começou com a implantação de um laboratório de mergulho responsável pelo mapeamento detalhado e monitoramento da saúde dos recifes nas quatro cidades contempladas. Após a fase inicial de diagnóstico ambiental, a iniciativa avançou para a restauração ativa, que inclui a reprodução de colônias saudáveis em viveiros submersos instalados em áreas estratégicas da costa.
Na piscina natural da praia de Pajuçara, em Maceió, já foram implantadas duas mesas de berçários no fundo do mar. De acordo com o professor-doutor Robson Santos, responsável técnico pelo projeto, os primeiros fragmentos cultivados já apresentam crescimento acompanhado de forma contínua pela equipe técnica. Segundo ele, os corais passam por avaliações periódicas para monitorar saúde e desenvolvimento, até que estejam aptos para o replantio em áreas degradadas.
Além da recuperação ambiental, o Projeto Corais de Alagoas também gera dados técnicos fundamentais para subsidiar políticas públicas ambientais e decisões relacionadas ao ordenamento do turismo sustentável.
Os recifes de coral são considerados ecossistemas vitais para a biodiversidade marinha, abrigando cerca de 25% das espécies oceânicas conhecidas. Eles também desempenham papel estratégico na proteção da linha de costa, reduzindo o impacto das ondas e processos erosivos, o que reforça a importância de iniciativas de restauração e monitoramento contínuo.
O projeto é realizado em parceria entre a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e a Universidade Federal de Alagoas, com incentivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas e articulação com órgãos como a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e o Instituto do Meio Ambiente (IMA).
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