Latam demite piloto preso sob suspeita de chefiar rede de abuso sexual infantil
A Latam confirmou nesta quarta-feira, 11, a demissão do piloto de 62 anos, preso pela Polícia Civil de São Paulo sob a suspeita de manter e chefiar um esquema voltado ao abuso sexual de menores.
"A LATAM informa que o Sr. não faz mais parte do seu quadro de colaboradores. A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta, permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações", informou a empresa.
Na última terça-feira, 10, a Justiça paulista manteve a prisão dele durante a audiência de custódia. Ao Terra, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou não ter 'identificado irregularidades no cumprimento' do mandado e, assim, determinou que o piloto permanecesse preso.
A prisão aconteceu no âmbito da Operação Apertem os Cintos, da Polícia Civil, durante os procedimentos para embarque do voo LA3900, que iria de São Paulo para o Rio de Janeiro. Mesmo após a prisão do piloto, o voo seguiu normalmente, segundo informou a Latam.
A polícia aponta que ele usava documentos falsos para conseguir levar crianças e adolescentes a motéis. Ainda conforme a polícia, ele teria participação no esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável há ao menos oito anos.
O homem também teria 'comprado' três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de uma mulher de 55 anos, que também foi presa durante a operação realizada nesta manhã.
A delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação, afirmou em coletiva de imprensa que, "quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava".
Ele se aproximava de mãe, avós e responsáveis, como se tivesse interesse em um relacionamento, mas depois dizia que tinha interesse nas crianças, filhas ou netas das mulheres. Ele pagava de R$ 50 a R$ 100 por Pix para conseguir fotos das menores de idade, e pagava também pelos abusos.
A polícia investiga os crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Em nota, a Latam comentou o caso. "A Latam Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã de segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto. A Latam está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta", falou.
Últimas Notícias
Redução da Maioridade Penal na PEC da Segurança Pública
PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master
Senadores se reúnem com Fachin e pedem acesso à inquérito do Master
Avião com 55 pessoas faz pouso de emergência no mar na Somália
Lula deve visitar Recife, Salvador e Rio de Janeiro no Carnaval
Vídeos mais vistos
Delegado detalha prisão de autor de homicídio no Bosque das Arapiracas
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Ordem de Serviço para pavimentação em bairros de Arapiraca

