The New York Times aponta Wagner Moura como nome preferido para ganhar o Oscar de melhor ator em 2026

Por Redação com Agências 02/02/2026 15h03
Por Redação com Agências 02/02/2026 15h03
The New York Times aponta Wagner Moura como nome preferido para ganhar o Oscar de melhor ator em 2026
Filme com Wagner Moura competirá em Cannes - Foto: Divulgação

O ator brasileiro Wagner Moura surge como uma das grandes surpresas da temporada do Oscar de melhor ator em 2026. Segundo análise publicada pelo The New York Times, a pouco mais de um mês e meio do anúncio do vencedor, Wagner Moura reúne características que podem favorecer sua candidatura.

Um dos pontos centrais apontados é o chamado “efeito final de temporada”, fenômeno recorrente no Oscar, quando performances que ganham maior projeção nas semanas decisivas acabam se beneficiando do frescor na memória dos votantes da Academia.

O The New York Times compara o momento vivido por Wagner Moura ao de Fernanda Torres na temporada anterior. Em 2025, a atriz brasileira conquistou um Globo de Ouro inesperado por Ainda Estou Aqui e usou o impulso para garantir uma indicação ao Oscar, em uma disputa equilibrada contra Demi Moore (A Substância) e Mikey Madison (Anora). Na reta final, Fernanda Torres recebeu apoio significativo e quase protagonizou uma surpresa histórica.

Em 2026, Wagner Moura segue uma trajetória semelhante. O ator venceu o Globo de Ouro por sua atuação no drama político O Agente Secreto, reconhecimento que consolidou sua presença entre os indicados ao Oscar de melhor ator.

Diferentemente do caso de Fernanda Torres, Wagner Moura já é um rosto conhecido entre os membros da Academia. Desde o sucesso mundial da série Narcos, o ator brasileiro, hoje com 49 anos, construiu uma carreira sólida em produções internacionais. Nos últimos anos, participou do filme Guerra Civil e da série policial Dope Thief, mantendo presença constante em projetos de grande alcance.

Segundo a análise do The New York Times, Wagner Moura também pode se beneficiar de uma possível resistência de parte do eleitorado a apostar em concorrentes mais jovens, como Timothée Chalamet. Ainda assim, o jornal ressalta que a reta final da temporada impõe desafios ao fortalecimento definitivo desse favoritismo.