Família denuncia há mais de 30 dias babá suspeita de agredir criança autista e cobra Justiça, em Arapiraca
A família de uma criança de seis anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) não verbal, procurou a Delegacia Regional de Arapiraca para denunciar uma babá suspeita de agressões físicas e verbais contra o menor. Segundo a mãe, o boletim de ocorrência foi registrado há mais de 30 dias e, até o momento, não houve retorno sobre a conclusão do caso.
De acordo com o relato, os primeiros sinais de que algo estava errado surgiram após alertas da escola onde o menino estuda. A coordenação chamou a responsável e pediu atenção, pois a criança passou a chorar sempre que a babá chegava para buscá-la. A mãe trabalha como diarista e deixava o filho na escola pela manhã, ficando a cuidadora encarregada de buscá-lo no fim do turno.
A desconfiança aumentou quando uma profissional da unidade escolar contou que o filho da babá, que também é autista, teria dito que a mãe agredia o garoto. Na ocasião, a informação não foi considerada suficiente para uma acusação formal.
A confirmação dos maus-tratos, segundo a família, ocorreu em 30 de dezembro do ano passado, quando uma vizinha da cuidadora gravou áudios que registrariam agressões e ofensas contra a criança. Nos trechos, a mulher aparece proferindo xingamentos e ameaças. Também é possível ouvir barulho de objetos sendo quebrados e o choro do menino.
No mesmo dia, conforme o relato, a babá informou que a criança teria se machucado após cair de uma escada em um consultório odontológico. A versão gerou suspeita porque, segundo a mãe, o local não possui escadas.
Depois de ter acesso às gravações, a responsável buscou o filho e comunicou que o levaria para atendimento médico. Ela afirma que a babá reagiu com nervosismo e disse que não havia necessidade, alegando que já tinha medicado a criança e colocado gelo na cabeça dela.
Mesmo assim, o menino foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde passou por avaliação. Em seguida, a mãe recebeu acolhimento e orientações na Sala Lilás. No dia seguinte, registrou boletim de ocorrência, e a criança foi submetida a exame de corpo de delito. Testemunhas também prestaram depoimento.
A mãe relata medo de represálias e afirma que a suspeita teria feito ameaças indiretas e passado em frente à residência da família observando o local. A babá foi ouvida pela polícia, mas não chegou a ser presa.
O caso permanece sob investigação, e até agora não houve pronunciamento oficial da autoridade policial sobre o andamento do inquérito, mas a família está aflita cobrando justiça.
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