Mais uma captação de órgãos é realizada no HGE e beneficia cinco pessoas que precisam de transplante
O Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, realizou nesta quinta-feira (29) mais uma captação de órgãos. O doador foi um homem de 29 anos, vítima de um acidente de trânsito, que sofreu traumatismo cranioencefálico grave e evoluiu com diagnóstico de morte encefálica.
Após a confirmação do quadro, a família foi acolhida pela equipe multiprofissional da Organização de Procura de Órgãos e da Central de Transplantes de Alagoas com as orientações necessárias sobre a possibilidade de transformar a dor da perda em esperança para outras pessoas. Os familiares autorizaram a doação dos rins, fígado e córneas, órgãos que irão beneficiar pacientes que aguardavam na lista de espera por um transplante.
“A morte encefálica é a interrupção completa e irreversível de todas as funções do cérebro, inclusive do tronco cerebral, responsável por funções vitais como a respiração. O diagnóstico segue critérios rigorosos, definidos por lei e pelo Conselho Federal de Medicina, e é realizado por dois médicos diferentes, em momentos distintos, sem qualquer vínculo com equipes de transplante”, explicou o diretor médico, Miquéias Damasceno.
A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, afirma que cada captação representa uma nova chance de vida para várias pessoas. Um único doador possibilita a devolução da qualidade de vida e da autonomia a quem vive à espera de um transplante.
“Esse gesto da família tem um impacto social imenso. Estamos falando de pessoas que voltam a viver sem depender de máquinas, medicamentos constantes ou limitações severas. A doação de órgãos é um ato de amor que ultrapassa a perda e gera vida”, destaca a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas.
Em Alagoas, 635 pessoas estão na lista de espera pelo transplante: 598 por córneas, 26 por um rim e 11 por um fígado. A enfermeira da Organização de Procura de Órgãos (OPO), Anne Karine, ressalta a importância do acolhimento às famílias nesse momento tão delicado.
“Nosso trabalho é feito com muito respeito, empatia e humanização. A família precisa entender o processo, tirar dúvidas e sentir segurança. Quando a decisão pela doação acontece, ela nasce do amor e da solidariedade”, afirma a profissional.
Compromisso com a vida
O HGE mantém equipes treinadas, estrutura adequada e fluxos bem definidos para garantir segurança, ética e agilidade em todo o processo de captação de órgãos.
“Cada captação realizada no HGE reforça nosso compromisso com a vida, com a saúde pública e com a esperança de quem aguarda por um transplante. Esse trabalho só é possível graças à dedicação dos profissionais e à generosidade das famílias doadoras”, enfatiza o diretor-geral Fernando Melro.
No Brasil, a doação de órgãos só acontece com a autorização da família. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem com seus familiares e deixem claro o desejo de serem doadoras. Falar sobre doação de órgãos é falar sobre vida, empatia e responsabilidade social. Um simples diálogo pode, no futuro, salvar várias vidas.
Últimas Notícias
Mega-Sena acumula e prêmio vai a R$ 130 milhões
Menina de 10 anos é morta após carro onde estava com o pai ser alvo de tiros em Belford Roxo; suspeito é preso
Homem é preso em Feira Grande após agredir adolescente que recusou relação sexual
Polícia apreende quase dois quilos de maconha em terreno baldio no bairro Boa Vista, em Arapiraca
Homem é flagrado com faca durante patrulhamento no Centro de Arapiraca
Vídeos mais vistos
Homem que conduzia motocicleta pela contramão morre ao ter veículo atingido por carro, em Arapiraca
Inauguração do Centro de Convenções de Arapiraca
Inauguração de escola no Capim
29ª edição do Raízes de Arapiraca

