Após esperar dois anos por transplante de córnea, homem perde visão ao levar soco de desconhecido
Um homem de 44 anos, que esperou dois anos na fila por um transplante de córnea, perdeu novamente a visão após ser agredido com um soco no olho recém-operado, em frente a uma clínica oftalmológica, em Campo Grande. O ataque aconteceu quando a vítima aguardava a abertura do Instituto da Visão na madrugada desta segunda-feira (26), para consulta de acompanhamento do transplante.
Segundo a polícia, o agressor não conhecia a vítima e agiu sem motivo aparente.
A vítima é de Nova Andradina, trabalha como faxineiro em uma escola estadual e foi para Campo Grande com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, para acompanhar a recuperação da cirurgia. O transplante havia sido bem-sucedido, e a vítima já tinha recuperado a visão do olho operado.
Enquanto esperava, um homem, de 26 anos, que dormia na fachada da clínica acordou, se aproximou da vítima, gritou ameaças e passou a agredi-la. Durante os golpes, um dos socos atingiu diretamente o olho transplantado, que ainda estava com pontos da cirurgia.
Segundo a polícia, a vítima aguardou dois anos na fila do transplante de córnea, procedimento que havia devolvido a ele a capacidade de enxergar. No momento do ataque, os pontos se romperam e houve extravasamento do conteúdo ocular. A vítima ficou cega no momento da agressão e, de acordo com a avaliação médica, deve perder a visão de forma definitiva nesse olho.
Prisão em flagrante - Após o ataque, investigadores do Grupo de Operações e Investigações (GOI), com apoio da Guarda Civil Metropolitana, identificaram o suspeito e iniciaram as buscas. O homem, foi localizado horas depois, novamente em frente ao Instituto da Visão.
Desta vez, ele estava agredindo outra pessoa, um jovem de 25 anos que passava pelo local. A segunda vítima trabalha como auxiliar administrativo e também foi atacada sem qualquer motivo aparente.
A prisão ocorreu em flagrante, com a chegada das equipes da Guarda Civil e do GOI, que conduziram o agressor à delegacia.
Histórico de violência - De acordo com a Delegacia da Polícia Civil de Campo Grande, o agressor tem sete passagens anteriores pelo mesmo tipo de crime, todas relacionadas a agressões cometidas sem motivação aparente.
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