Sesau orienta população sobre como prevenir Infecções Sexualmente Transmissíveis
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) reforça a importância da população alagoana buscar se prevenir das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), principalmente com a proximidade das festas carnavalescas, período no qual muitos foliões têm relações sexuais sem os devidos cuidados.
Para conscientizar a sociedade sobre a relevância do tema, a pasta promove campanhas educativas de forma constante. Além disso, a secretaria faz capacitações para técnicos nos 102 municípios do estado para que o atendimento aos pacientes diagnosticados com ISTs seja sempre o mais adequado.
A responsável técnica pelo Programa Estadual de Controle do HIV/Aids da Sesau, Jussiara Reis, orienta que a principal forma de prevenção das ISTs é o uso correto e regular de preservativos em todas as relações sexuais.
"É possível encontrar preservativos de forma gratuita em postos de saúde, UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] e unidades hospitalares. Cuidar da saúde sexual é um ato de responsabilidade individual e coletiva. Por isso, não se pode ter desculpas para não se proteger", frisou.
A profissional destacou, ainda, a importância da realização periódica de testes rápidos, disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde, que são essenciais para o diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento, quando necessário.
"Outras medidas importantes incluem evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes, como seringas e lâminas, manter a vacinação em dia, especialmente contra as hepatites virais, e buscar atendimento de saúde ao perceber qualquer sinal ou sintoma suspeito", finalizou Jussiara Reis.
Panorama em Alagoas
Os dados apontam para a necessidade de atenção contínua da população. De acordo com um levantamento feito pela Sesau, foram registrados 1.288 casos de HIV/Aids durante o ano de 2025 em Alagoas, além 311 registros de hepatites virais e 3.643 ocorrências de sífilis.
A Sesau ressalta que o HIV/Aids, as hepatites virais e a sífilis são doenças de notificação compulsória. Isso significa que todos os casos diagnosticados devem ser obrigatoriamente notificados por profissionais de saúde no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Esse registro é fundamental para o mapeamento da situação epidemiológica em Alagoas e no Brasil, permitindo a elaboração de estratégias mais eficazes de prevenção, controle e tratamento, além de orientar a formulação de políticas públicas voltadas à saúde da população.
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