Em 2 anos, 17,4 milhões saíram da pobreza e subiram de classe social no Brasil
Um estudo publicado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) registra o maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C no Brasil. O crescimento é de 78,18%, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo os dados, em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais mencionadas. Segundo a FGV, a quantidade equivale à população inteira do Equador.
Só em 2024, a classe C (que é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender as necessidades básicas e têm algum poder de consumo), concentrou 60,97% da população. Já as classes A e B, faixas de renda mais altas e com maior estabilidade financeira, somaram 17,21%.
Nesse período, a população dos três nichos aumentou 8,44%. Destes, cerca de 14% são de pessoas que recebem o programa social Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
D e E
A FGV aponta ainda que as classes mais abaixo, D e E, também ascenderam, atingindo os menores níveis já registrados: 15,05% e 6,77%, respectivamente.
Segundo Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, “os mais pobres vem ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, oportunidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia.
“Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões entre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio assistido”, acrescentou.
“Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor, mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras,” finalizou.
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