Em vigor a partir de hoje, novo salário mínimo injeta milhões na economia de Alagoas
Entrou em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro, o novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, e os efeitos já começam a ser sentidos diretamente na economia de Alagoas. Com o reajuste de 6,79%, o equivalente a R$ 103 a mais no bolso do trabalhador e dos beneficiários, cerca de R$ 56 milhões devem ser injetados mensalmente no comércio e nos serviços do estado, fortalecendo o consumo e a circulação de renda.
O impacto anual do novo piso salarial deve alcançar R$ 672 milhões nos cofres do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Alagoas. O estado possui aproximadamente 540 mil beneficiários que recebem um salário mínimo, segundo levantamento do Ministério da Previdência Social, sendo a maior parte composta por aposentados, pensionistas e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O aumento do salário mínimo tem papel estratégico na economia local, especialmente em municípios do interior, onde os recursos provenientes de benefícios previdenciários representam uma das principais fontes de renda. O pagamento regular desses valores contribui para movimentar setores como alimentação, farmácias, vestuário e serviços básicos, ajudando a sustentar pequenos negócios e empregos.
Em âmbito nacional, o impacto do novo salário mínimo é ainda mais expressivo. Segundo estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia brasileira, considerando efeitos sobre renda, consumo e arrecadação de tributos. Ao todo, cerca de 61,9 milhões de brasileiros terão rendimentos diretamente influenciados pelo novo valor.
Desse total, aproximadamente 29,3 milhões são aposentados e pensionistas do INSS, 17,7 milhões são trabalhadores empregados, 10,7 milhões são autônomos, 3,9 milhões são empregados domésticos e cerca de 383 mil são empregadores. O Dieese destaca que o salário mínimo funciona como referência para diversas relações de trabalho e benefícios sociais, ampliando seu alcance econômico.
O reajuste também gera impactos relevantes nas contas públicas. Entre as estimativas apresentadas pelo Dieese estão o aumento de R$ 39,1 bilhões nas despesas da Previdência Social em 2026, além de um custo adicional de R$ 380,5 milhões para cada R$ 1 de elevação no salário mínimo. Atualmente, cerca de 46% dos gastos previdenciários e 70,8% dos beneficiários da Previdência Social têm rendimentos atrelados diretamente ao piso nacional.
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