Flávio Bolsonaro aciona TCU contra filho de Lula após acusações de fraude no INSS
Segundo o senador, é possível que haja ‘um conflito de interesses e mau uso da estrutura administrativa do INSS’
O senador Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e solicitou a apuração de um suposto elo entre o Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”, investigado por desvio de dinheiro de aposentados e pensionistas investigados pela CPMI do INSS.
Segundo o senador, é possível que haja “uma eventual existência de favorecimento indevido, conflito de interesses e mau uso da estrutura administrativa do INSS”. Na representação, Bolsonaro diz: “considerando o vínculo familiar direto entre o investigado e o Chefe do Poder Executivo Federal […], quer-se também que esta Corte examine eventual responsabilidade, direta ou indireta, do mandatário da República, no que diz respeito ao possível conflito de interesses e desvio de finalidade da máquina pública.
Edson Claro, uma das testemunhas ouvidas pela CPMI, declarou que Lulinha e o ‘Careca do INSS’ teriam tido comunicações diretas e frequentes não justificadas, e o filho do ex-mandatário teria “recebido valores de origem indefinida, incluindo uma suposta “mesada” mensal de aproximadamente R$ 300 mil e pagamentos que totalizariam cerca de 25 milhões (moeda não especificada)”.
“A ausência de relação contratual formal entre as partes, denunciada pela testemunha Edson Claro10 e a falta de justificativa pública para os pagamentos relatados que, somados a relatos de que Fábio Luís figuraria como sócio oculto11 em empresas ligadas ao empresário investigado, somados à sua condição de filho do Presidente da República levantam sérias preocupações sobre possível uso indevido da estrutura pública para benefício privado, ainda que indireto”, diz Bolsonaro em sua representação.
Em setembro, após ser acusado de ter ligações com o governo, o ‘Careca do INSS’ negou ter qualquer elo ou participação em fraudes contra aposentados e pensionistas. O depoimento ocorreu na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que investiga os desvios bilionários no Instituto Nacional do Seguro Social. Não tenho qualquer relação com o governo em nenhuma de suas esferas. Jamais foi objetivo da minha atuação empresarial estabelecer parcerias com o setor público. Minha atividade sempre esteve voltada ao setor privado”, afirmou.
O senador ainda cita a investigação ao Sindicato Nacional dos Aposentados, pensionistas e Idosos (Sindnapi), que tem Frei Filho, irmão de Lula, como vice-presidente. “A relação pública e direta entre Fábio Luís (Lulinha), José Ferreira da Silva (Frei Chico), seu tio e Presidente da República, seu pai, impõe redobrada cautela e transparência na apuração de qualquer indício de favorecimento, influência indevida ou captura de estrutura pública especialmente em órgão tão sensível quanto o INSS”.
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